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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

26.Nov.18

Temos de falar sobre o Rei Leão

Caros senhores de um qualquer mundo fantástico,

 

Deve andar por aí uma máquina do tempo a fazer das suas. Não sei onde a colocaram nem porque é que o fizeram. Chamem-lhe nostalgia. Talvez até lhe chamem "antes". Antes é que era bom, não é assim que dizem? Como quiserem. Eu sei bem que a culpa é vossa. Não estou preparada para isto. Vejo a Disney anunciar remakes de filmes que fascinavam o meu "eu" criança que ainda nem sequer chegava com os pés ao chão da sala de cinema, que revia vezes sem conta naquelas televisões que pareciam caixas das mudanças e que guardava em DVD como se os tesouros se guardassem em estantes coloridas à vista de qualquer um. Como é que querem que reaja? Todos aqueles bonecos eram meus companheiros de quarto. E a Disney a minha senhoria. Ainda bem que lançam trailers sem aviso prévio. Não fosse eu esquecer que a cadeira das salas de cinema é igual a tantas outras em que me sento e chego, naturalmente, com os pés ao chão, que a televisão fez uma dieta milagrosa e que qualquer dia desaparece de tão magra que está, que os DVD se difundiram com a internet e deixaram a estante vazia [e, já agora, algumas mentes também]. Aviso-vos já que isto não se faz. Não assim, quando tudo pode ser considerado infantil em vez de normal. Pensam que a criança já não existe? Estão muito enganados. Ela está aqui, bem presente e pronta a continuar deslumbrada com as histórias dos filmes de animação. Nunca compreenderei os adultos que se acham demasiado crescidos para isso. Lamento os que já não sabem o que é estar sentado no chão com as pernas cruzadas, as mãos pegajosas de chocolate e os olhos cintilantes em frente a um ecrã. 

E, digo-vos mais, o Rei Leão nem é o meu filme preferido. Contudo, tem em mim um lugar especial e cativo. Que, graças a vocês, localizei assim que assisti ao trailer da nova versão. O Simba de 2019 derrete completamente o meu coração. Quero trazê-lo para casa. Veem, isto não se faz! Mantenham a máquina do tempo, mas controlem-na. Não me obriguem a fazer uma birra. Agora também é bom. Não me desiludam. Se insistem tanto em reviver o "antes", tragam-no com a justiça que merece. E, sejamos sinceros, o Timon e o Pumba serão, para sempre, um ponto alto na vida de qualquer um de nós.

No fundo, só vos venho pedir uma coisa: arranjem-me bilhetes para as cadeiras altas. Se vou rever os clássicos, que seja como deve ser: sem ter os pés na terra. E, já que aqui estamos, onde posso arranjar um Simba? Ainda vou a tempo de pedir para o natal ou devia ter aproveitado a Black Friday?

 

Carol

 

 

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