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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

11.Jan.19

As segundas oportunidades deviam trazer um laço?

carol
Não achas que devíamos saber dar segundas oportunidades? Não o pergunto por razão nenhuma em particular, só porque tenho estado a pensar nisto. Cansada de pensar tanto sobre o mesmo, para ser sincera. Estou enterrada debaixo de três mantas e nenhuma delas me aquece o suficiente para eu conseguir pregar olho e deixar de pensar - "segundas oportunidades". Para não falar das primeiras. Este assunto perseguiu-me o dia todo. E tu sabes como são os dias lá no café. Meia dúzia de (...)
05.Out.18

É por isso que nos queremos tão iguais?

carol
Acho que nunca tinha visto a água deste rio tão límpida. O sol acaricia-a e ela brilha como uma criança feliz depois de deixar os pais orgulhosos. Se me debruçar, também me consigo ver. Ainda não me habituei à minha nova imagem. Cortei o cabelo pelas orelhas. O formato está estranho, mas o que pode ser mais estranho do que aquela cor que tinha, a viajar entre o branco e o amarelo? Ao menos está novamente preto. Bem escuro. Lá no trabalho disseram-me que a minha (...)
14.Set.18

Reflexos de sonhos roubados

carol
Fazia planos para tudo. Sempre fez. Organizava os brinquedos em filas, colocava em primeiro lugar os carros com que queria brincar, depois o papel e os lápis com que o iria pintar, e, por fim, a bola com que jogaria. Seguiu-se a entrada para a escola, os primeiros horários de verdade. Havia sempre alguém que lhe organizava os dias: horas para o pequeno-almoço, a roupa escolhida com detalhe, a saída de casa com a mochila devidamente preparada, os dias entre a sala de aula e o recreio, (...)
12.Jun.18

Moedas perdidas que encontram lugares seguros

carol
Senta-se sempre ali. Na mesinha da ponta da esplanada, onde toma um café cheio e um copo de água morna. Ali vê quem passa. A rua é estreita. Não passam carros, mas alguns tuck tucks aventuram-se na inclinação. As caras são quase sempre as mesmas, por isso ele abre o jornal na expectativa de encontrar algo novo. A textura daquelas folhas e a tinta que lhe vai marcando os dedos ao ritmo da leitura ainda é aquilo que move as manhãs solitárias. Crimes e coisas absurdas. Não perde (...)
11.Mai.18

Há que saber conjugar a fuga

carol
Podíamos fugir. Podíamos procurar outro lugar. Podíamos deixar para trás o que não nos faz andar para a frente. Podíamos marcar uma hora. Podíamos combinar um dia. Podíamos desorganizar tudo isto. Podíamos mandar roupa leve e o calçado confortável para dentro de uma mala. Podíamos pôr a mala às costas e correr. Podíamos ouvir música e cantar por cima. Podíamos dançar sem tropeçar nos pés descoordenados. Podíamos aproveitar os pés descalços e marcar pegadas (...)