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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

12.Ago.17

Quando as nossas memórias não cabem na memória do nosso telemóvel

A memória do meu telemóvel está constantemente cheia. Cheia de outras memórias que me dizem mais [muito mais] do que alguns gigas de que preciso para imortalizar um momento. Não é que ache que as memórias só cá ficam se forem registadas, mas há fotografias que pintam com cores nítidas as nossas recordações e as tornam muito mais próximas de nós. O verão enche-nos a alma e [pelo menos a mim] a memória do telemóvel. Por mais que passe tudo o que tenho para o computador, uns dias depois já não tenho espaço para nada. Será assim até ao último pôr-do-sol. Porque gosto de ir guardando [enquanto não sou obrigada a apagar] os sorrisos que ficam, as cores que cobrem os dias longos, as paisagens que se mostram bonitas por estes dias, as pessoas que se vestem [e despem] com as sensações da estação. E há sempre de tudo neste telemóvel. Sempre até a câmara se recusar a captar o verão palpável. O mesmo verão que [nem a melhor fotografia] consegue captar com todas as dimensões. Mas as memórias [a minha e a do meu telemóvel] completam-se. Uma [nunca cheia e sempre com espaço para mais] só quer da outra [aquela que se mede aos gigas] o desenho das histórias mais bonitas que podemos contar a nós próprios. As nossas histórias, com as nossas pessoas, os nossos lugares, as nossas cores. As histórias em banda desenhada que nos chegam ao coração.

 

De memória cheia, mas sempre com espaço para mais,

 

Carol

 

IMG_4388.JPG

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