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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

07.Mai.18

Carolina Deslandes, um amor e um orgulho para o país todo

Acabei de ouvir o podcast Cada um Sabe de Si da semana passada. A convidada era a Carolina Deslandes. À partida [posso já adiantar] uma excelente convidada. A menina de 26 anos que deu ritmo aos amores que são para a vida toda e que trouxe novamente os aviões em formato de papel. O seu mais recente álbum saiu há umas semanas. Não tem quatro paredes e um teto, mas tem os alicerces que são necessários para que nos sintamos em Casa. As letras são tão bonitas, as melodias fazem tanto sentido. Tudo está numa união perfeita. Já aqui o tinha dito e repito agora que não consigo parar de o ouvir, tem as minhas músicas preferidas do momento. Mas não é sobre o álbum que vos quero falar [embora vos aconselhe muito a ouvirem]. É mais uma partilha que me apeteceu fazer depois de ouvir o podcast [se estiverem interessados, podem ouvir tudo aqui]. Numa conversa descontraída, a Carolina disse tanto com tão pouco. E reforçou várias questões em que penso bastante: a importância que damos aos nossos artistas e à arte que se produz em Portugal, os preconceitos relacionados com o meio artístico no nosso país. Não é patriotismo. São constatações. A verdade é que cá dentro temos gente muito boa no que faz. Isso não nos impede de ver, ouvir e prestar atenção ao que vem de fora. Aliás, se aliarmos estes dois fatores, há muito mais por onde explorar. Só acho que ainda acreditamos pouco em nós, apesar de sentir que já acreditámos menos. É algo que temos de mudar, para o nosso próprio bem. Durante a conversa, a Carolina fez referência aos preconceitos que há relativamente a mulheres cantarem com mulheres, aos duetos entre cantores de gerações diferentes e ao medo de elogiarmos o outro quando gostamos, mesmo que seja nosso "concorrente". E eu penso: num mundo tão diferente, somos todos tão iguais, para quê sermos assim? Para quê viver com tantas limitações? Para quê tanta competição? O amor até pode ser para a vida toda, mas a vida toda pode caber em muito pouco tempo. Talvez esteja a bater na mesma tecla, mas quem me dera que a tecla venha a ter algum efeito no futuro.

Gosto muito [muito mesmo] do que temos e fazemos por cá. Eu acredito bastante no nosso país. Acredito ainda mais quando vejo pessoas talentosas que acreditam também. Encontrei a Carolina Deslandes, por exemplo. Ela canta, compõe e representa-nos tão bem. Não é a única [e ainda bem!]. Mas era tão melhor se fossemos cada vez mais a acreditar, a fazer, a mudar e a mostrar que temos orgulho. Foi na verdade isso que senti depois de ouvir o podcast. Orgulho-me em dizer que sou fã de uma arte tão bonita que é a música portuguesa. Das outras artes. De outros artistas. Mas, deixem-me ressalvar, que fiquei ainda mais fã da Carolina, que tão bem falou e representou a sua arte. Sou fã [super!] da Joana Azevedo e do Diogo Beja, ninguém melhor do que eles para conduzir as conversas deste podcast. Oiço sempre [link aqui para ouvirem todos os episódios]. Estão de parabéns, são dois dos comunicadores que mais gosto em Portugal. Sou mesmo fã, não há que temer dizê-lo, não é assim?

  

Carolina, quando te encontrei no metro há quase dois anos nunca pensei que nos reencontrássemos em casa. E, tal como há dois anos, estou sentada ao teu lado, eu sorrio e sinto que tu sorris também. Obrigada. Que haja no país e no mundo mais Carolinas assim. Já agora, bom nome!

 

Com muito orgulho em ser portuguesa,

 

Carol

 

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