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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

06.Abr.19

21 primaveras e mais umas quantas estações

carol
21 primaveras. Já cá cantam 21 uma primaveras. E o melhor de tudo isto é poder ter vivido, em todas elas, um pouco de todas as estações. A verdade é que a meteorologia da vida tem muito para nos ensinar. Posso ainda saber muito pouco sobre os fenómenos meteorológicos, mas sei que não me posso esquecer do casaco quando preveem um dia com ventos fortes, que é sempre bom proteger a pele do sol nas horas de maior calor e, mesmo que não me costume lembrar, já aprendi que o dia tem (...)
02.Abr.19

Oh, abril!

carol
Oh, abril. És um mês tão bonito. És todas as estações que se vestem entre um casaco quentinho ainda no roupeiro e uma t-shirt leve puxada à pressa da gaveta. Aqui entre nós, gostas que falem de ti, gostas que digam que confundes as pessoas, que as arrastas para o sol e as fazes correr para longe da chuva surpresa. Pintas céus brilhantes e coloridos. Isto, claro, quando não estás muito virado para o cinza escuro. Trazes sempre a chuva envergonhada do resto do ano. Até te (...)
19.Mar.19

Encerrar uma questão prévia

carol
Há dias [talvez até semanas] que ando com uma palavra aqui entalada. A mim, alguém que as estima como estimamos um objeto com um valor sentimental insubstituível. Não é pela palavra em si, é a frustração de a ter escrito, enviado e só depois me ter apercebido de que a utilizei mal. Mas foi sem querer. E agora parece que está sempre a surgir. Em conversas alheias, nas notícias online, nas folhas deixadas por aí. Pronto, nas folhas talvez não, já ninguém deixa folhas por aí (...)
13.Jul.18

Como uma onda do mar

carol
Podes tentar. Podes até procurar no recanto mais escondido, na gaveta mais trancada, no local mais distante. Podes imaginar, se não o conseguires ver. E podes até nem ver bem. Ninguém vê bem o sol se não souber esperar pela melhor hora para o apreciar. Pacientemente, é possível vê-lo esconder-se, sabe-se lá onde. Retira-se num piscar de olhos aos olhos de quem o observa. Traz a noite, sem mudar muito mais do que a luminosidade das ruas. Faz-se bonito, consoante os lugares. (...)
11.Mai.18

Há que saber conjugar a fuga

carol
Podíamos fugir. Podíamos procurar outro lugar. Podíamos deixar para trás o que não nos faz andar para a frente. Podíamos marcar uma hora. Podíamos combinar um dia. Podíamos desorganizar tudo isto. Podíamos mandar roupa leve e o calçado confortável para dentro de uma mala. Podíamos pôr a mala às costas e correr. Podíamos ouvir música e cantar por cima. Podíamos dançar sem tropeçar nos pés descoordenados. Podíamos aproveitar os pés descalços e marcar pegadas (...)
23.Abr.18

Meias perdidas, meio escondidas

carol
Deixei as meias no fundo da cama. Estão lá. Debaixo dos lençóis esticados e do edredão puxado para cima antes de sair de casa. A cama está feita e as meias estão lá. Perdi-as a meio da noite passada. Estão perdidas, mas sei onde estão. E não podiam estar num lugar melhor. Que as manhãs ainda começam frescas e os finais de tarde dão o mote para noites invernosas. As tardes ainda não se decidiram. Faz sol, faz chuva e faz aquele tempo que nem é tempo nem deixa de o ser. Os (...)