Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

16.Mai.17

Para os insatisfeitos. De alguém.

Não queria ouvir. Mas ouvi. E ainda bem. Cruzamo-nos com conversas por aí e eu cruzei-me com uma que me ofereceu uma frase maravilhosa. Apontei-a à pressa antes que a memória me falhasse. E venho partilhá-la convosco. Porque sim, apenas por isso. Sem tirar nem pôr, soou tão bem. Soou assim: "uma pessoa que goste de nós e uma casinha com um teto sabe-nos a pouco, mas faz-nos muita falta". Foi sincera. E tocou o coração. O meu, o de quem a disse e o de quem a ouviu. Quando estamos sempre a precisar de mais alguma coisa. Quando nunca estamos satisfeitos com o que temos. Quando temos tudo e achamos não ter nada. Há alguém que [ainda] espalha frases sinceras por aí. Frases [em jeito de desejo] que abraçam [até] o coração do ser humano mais insatisfeito do mundo. Uma pessoa que goste de nós. E uma casinha com um teto. Sabe-nos a pouco, mas faz-nos muita falta. Porque é que temos consciência de que nunca estamos satisfeitos com nada e mesmo assim vivemos uma vida cheia de insatisfações?

Ainda se dizem coisas simples e sinceras. Que se aproximam do coração. Sintam-se felizes. Com as pessoas que gostam de vocês. Nas vossas casinhas com um teto.

 

E que tudo vos saiba a muito, antes de vos fazer falta,

 

Carol

14.Mai.17

Ganhámos e agora?

Nunca [que me lembre] tinha assistido com atenção ao Festival da Eurovisão. Nunca tinha assistido [caso contrário lembrar-me-ia] a uma final do Festival da Eurovisão. Nunca. Até ontem. E Portugal ganhou [as coincidências existem, mas não foi o caso, porque todos estávamos desconfiados do que ia acontecer]. O Salvador e a Luísa estão de parabéns por terem representado tão bem Portugal. No entanto, não é sobre isso que venho escrever agora [até porque se não leram, já deviam ter lido um post que publiquei há uns dias sobre o assunto]. Preocupa-me outra coisa: onde é que vai ser festejada a vitória de Portugal na Eurovisão? O Marquês de Pombal ainda deve estar a precisar de uns dias para se recompor [coitado do senhor, também merece descanso e tempo para arranjar aquele farto cabelo]. Fátima também não me parece que seja boa ideia porque o Papa ainda decide regressar e nesse caso os peregrinos teriam de repetir a viagem. Receber o homem do momento no aeroporto também seria uma hipótese, contudo é pouco original para o contexto em questão. Podíamos adotar a estratégia do Euro 2016 e colocar o Salvador e a Luísa a percorrer a capital em cima de um autocarro, mas não teria o mesmo impacto tendo em conta que eles cantam melhor que o Cristiano Ronaldo. Bem, neste momento não me ocorre nenhum lugar suficientemente original e com a capacidade para aguentar tantos portugueses que [de um momento para o outro] acham que sabem cantar pelos dois [o Salvador e a Luísa]. Por falar em dois, há duas pessoas que independentemente do lugar e da hora da "festa" não vão querer faltar. Podem contar com a presença da Cristina Ferreira [que fará o relato do momento em cima de uma mota] e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa [que tanta selfie tem ainda para tirar]. Surgiu-me a dúvida e se souberem de alguma coisa a este respeito, avisem-me, por favor. Já agora [e só naquela], Portugal estava preparado para vencer?

Mais uma coisa, outra pequena dúvida. Como é que festejamos? É suposto sairmos à rua e utilizarmos [de forma completamente abusiva] as buzinas dos nossos carros? Ou como se trata de um prémio na área da música o ritmo da buzina tem de ser especial? Expliquem-me, por favor, quero estar à altura do momento.

 

Só mais uma questão... Isto significa que em 2018 o Festival da Eurovisão se realiza em Portugal? Agora que acabou [e bem] é que estou a ficar entusiasmada com isto. Estamos todos, não é assim?

 

Carol

 

[não se esqueçam de deixar o vosso like na página de facebook]

12.Mai.17

Esta é a história do Sr. Portugal e da Sra. Pontaria

Quero contar-vos uma história. Certo dia, o Sr. Zé Portugal apaixonou-se pela Sra. Maria Pontaria. Viveram uma grande história de amor e poucas semanas depois de se conhecerem descobriram que a Sra. Pontaria esperava o primeiro filho. Talvez não tenha sido uma história de amor assim tão grande ou as precauções que tomaram não foram assim tantas [isso deixo para que sejam vocês a refletir]. 9 meses depois, cumprido o processo habitual, nasceu Francisco. Na Argentina, durante a lua-de-mel do Sr. Portugal e da Sra. Pontaria. Assim sendo, o casal optou por ficar por lá mais uns tempos antes de regressar a casa. Francisco revelou-se uma criança feliz e descobriu a sua vocação desde cedo. Queria ser padre [e quem sabe um dia papa]. O seu pai, Sr. Portugal, não aceitou a sua decisão e mostrou-se incrédulo por Francisco nem sequer querer pecar com uma bela portuguesa. A Sra. Pontaria pouco conseguiu fazer para que o marido perdoasse o filho e uns dias depois regressaram a Lisboa sem Francisco. Todos aqueles acontecimentos abalaram o casamento e há quem diga que apesar nunca ter havido uma separação, o Sr. Portugal e a Sra. Pontaria procuraram outros companheiros durante alguns anos. Há inclusive quem diga que no entretanto a Sra. Pontaria se juntou com um tal de Sr. António Sorte e os dois tiveram um filho chamado Éder [isso foi na altura em que a Sra viajou para a Guiné-Bissau durante uns longos anos]. O miúdo tinha o sonho de ser jogador de futebol contra a vontade da mãe, o que fez a Sra. Pontaria regressar a casa e fazer as pazes com o marido. Mais felizes do que nunca, tiveram outro filho a quem deram o nome de Salvador. O rapaz tinha jeito para cantar e [apesar de às vezes os pais não o compreenderem] sempre fora um jovem exemplar. Viajou em Erasmus para Kiev onde acabou por se dedicar à música. O Sr. Portugal e a Sra. Pontaria ficaram novamente apenas com a companhia um do outro. À distância, acabaram por aceitar a escolha de Francisco e compreender os comportamentos de Salvador. [Quanto a Éder, dizem que a Sra. Pontaria e o Sr. Sorte fizeram um bom trabalho]. Nunca foram um casal perfeito, mas na imperfeição que os une, decidiram que estava na altura de resolver as coisas. O Sr. Calendário, grande amigo da família, por mais que tentasse, não os conseguiu ajudar. Marcou a viagem de Francisco para o dia 13 de maio de 2017, o mesmo dia em que Salvador se preparava para apresentar aos pais o seu grande troféu, a namorada Eurovisão. E nesse dia, precisamente nesse dia, Benfica [um dos trigémeos que o Sr. Portugal teve na altura em que o casamento com a mulher não estava bem] está a organizar uma festa no Marquês. [Pensavam que o Sr. Portugal era um santo? Naaa!]

Enfim, vai ser um sábado cheio de pontaria para Portugal. Quem se vai ver aflito com isto é a Sra. Ana Comunicação Social. Lá vai ter de se vestir de vermelho e andar a pedir à Nossa Senhora que seja possível Amar Pelos Três. Este sábado. 

 

Não sei como continua a história [mas fiquei curiosa, admito]. Isto merece um final feliz,

 

Carol

18301461_1365123186898801_5183499708184949548_n.jp

 

[não se esqueçam de acertar em cheio no botão do like da página de facebook]

10.Mai.17

Podiam amar pelos dois. Estão a amar por tantos.

O tempo hoje está inconsolável. Deu-lhe para isto. É um choro de felicidade [acredito que sim]. Pela "nossa" prestação no Festival da Eurovisão e por sete anos depois termos [finalmente] conseguido voltar a passar à final do concurso. Foi bonito de se ver. A atuação do Salvador e união dos portugueses, na crença de ver o país chegar mais longe numa competição que [aos meus olhos] deixa muito a desejar. Mas o Salvador tem estado a honrar o nome e até agora tem-nos salvo de termos a eurovisão longe do festival. A nossa atuação, foi a atuação [brilhante] dele. E a música não me sai da cabeça. Salvador, se um dia alguém perguntar por ti, todos vão saber quem és [a sério, isto está mesmo a ganhar grandes proporções].Antes de ti, já não cantávamos para a Europa há 7 anos. Fizeste-o em português com orgulho e mesmo que muito poucos nesse pavilhão tenham percebido o que cantavas, talvez devagarinho possam voltar a aprender. Agora Salvador, sem fazer planos do que virá depois, só podes estar feliz e tu sabes que não se ama sozinho, por isso não tenhas dúvidas que és amado por 11 milhões [mais coisa menos coisa, vá]. Neste momento, Portugal é felicidade e orgulho [então nas redes sociais, nem queiras saber!]. Quando queremos somos um povo unido [e neste momento, encharcado]. 
 
Parabéns Salvador e Luísa! Podiam amar pelos dois e estão a amar por tantos.
 
Carol

C_ZH-6_WsAAWn2p.jpg-large.jpeg

 [podem dar o vosso like no facebook por um, por dois ou pelos que quiserem, não se esqueçam!]

08.Mai.17

Maria João Costa - A mulher que está a pintar de verde o ouro

Digamos que sou uma espectadora atenta [e assídua] dos vários conteúdos que são produzidos em Portugal. Muitas vezes lamento sermos um país pequeno e [talvez por isso, não sei] não darmos o devido valor ao que se produz em português. Vejo muitos programas de televisão e devoro as novelas e séries que se fazem por cá. É uma coisa que me entretém e me deixa feliz [não me censurem, cada um é feliz como pode]. Tento acompanhar a programação e [mesmo não conseguindo ver tudo ao pormenor] gosto de saber o que se anda a ver por aí. Acho [e se calhar não estou tão longe da verdade] que não podemos criticar o que não conhecemos, por isso, o melhor é ver [e se for para criticar, aí sim, podemos fazê-lo com toda a convicção]. Ainda nunca antes escrevi no blog sobre a minha paixão pela ficção portuguesa [mais precisamente sobre as novelas]. Hoje apeteceu-me [e fá-lo-ei sempre que me apetecer]. Confesso que ultimamente poucas têm sido as novelas que realmente captam a minha atenção, aquelas que me prendem do primeiro ao último episódio. São sempre histórias longas, com muitas personagens, muitas vezes tornam-se iguais umas às outras e eu acabo por perder o interesse. Mas desde o início do ano que acompanho Ouro Verde na TVI. Até agora é [com toda a certeza] uma das melhores novelas que vi. Contudo [e apesar de estar pronta para escrever muito, mesmo muito, sobre a novela] vou guardar essas palavras para outro[s] post[s] futuro[s]. Agora quero escrever sobre quem escreve Ouro Verde. Chama-se Maria João Costa e esta foi [e tem sido] a sua estreia no universo das novelas portuguesas. Esteve ontem no Jornal das 8 [se não viram, aconselho-vos a "puxar para trás"] a falar um pouco sobre o seu percurso e claro sobre Ouro Verde. Sigo a Maria João em todas as redes sociais e [logo logo] desde o momento em que carreguei no botão "Seguir" percebi que o sucesso deste tipo de produções depende muito das caras que não aparecem no ecrã. A Maria João [para além de escrever a história] vive-a com a mesma emoção de um espectador [com a pequena grande diferença que as suas ideias podem virar a novela ao contrário]. Parabenizo-a por se dedicar tanto ao que faz [tão bem] e por proporcionar a todos aqueles que gostam de boas histórias exatamente isso: uma boa história. É uma mulher cheia de força e é muito graças a ela que Ouro Verde está a ter tanto sucesso [e não estou apenas a falar de audiências]. Encontro na Maria João um exemplo a seguir. Tem talento e paixão pelo que faz. E tem muito power para inovar a ficção portuguesa. Acho [com muita certeza] que traz consigo a lufada de ar fresco que as novelas estão a precisar.

Antes de criticarem. Antes de criticarem só porque sim. Vejam. Não precisam de ver novelas, produz-se tanto por cá e muitas vezes desconhecemos só por achar que o que vem de fora é melhor. Portugal tem muito ouro [verde] por aí à espera de ser explorado. Se andarem mais atentos [e ligados] vão perceber que não vos estou a enganar. A Maria João Costa é apenas um [bom] exemplo [e um exemplo a seguir, já disse?]. E se pensam que ver novelas é "coisa de velhos", estão muito enganados. Experimentem ver Ouro Verde e depois digam-me se tenho ou não razão para ser uma "velha" feliz [e sempre curiosa para saber o que vai dar no próximo episódio]. 

Gosto mesmo de novelas. E estou a adorar Ouro Verde. E a gostar ainda mais de descobrir melhor a grande mulher que consegue prender-me desta forma à televisão portuguesa [quer dizer, a televisão não é portuguesa, o conteúdo é que é. Vocês perceberam!]. Também gosto de escrever sobre gostar deste universo [nota-se muito?].

 

Conheçam a Maria João e percebam do que vos falo. Acreditem que é uma mulher que vale ouro. Da cor que o quiserem pintar [ela escolheu pintá-lo de verde e até agora a pintura está a ficar muito bem!].

 

Carol

1024.jpeg

[não se esqueçam de deixar like na página de facebook do blog]

07.Mai.17

As mães não querem saber de prendas [nem de pizzas]

A propósito do dia da mãe, recebi no telemóvel uma mensagem publicitária de uma pizzaria: "a mãe merece 3 pizzas médias (com 4 ingredientes) pelo preço de uma!" [a seguir a mensagem continha aquelas informações adicionais que todos conhecemos, por isso vou passar à frente]. Fiquei um tanto ou quanto indignada, admito. A minha mãe [e penso que qualquer pessoa que consideramos como nossa mãe] merece muito mais do que pizzas. Médias. Três pelo preço de uma. Com quatro ingredientes. É uma prenda injusta. As mães merecem tudo [a começar pelos filhos]. E já que [pelos vistos] merecem pizzas, que sejam pizzas de tamanho familiar, com todos os ingredientes a que têm direito e todas as pizzas que quiserem pedir. De borla. Porque as mães aturam-nos com descontos [seja ou não época de saldos]. E, neste dia, elas não querem saber de prendas [nem de pizzas]. Querem o que querem sempre [nos outros dias todos]: ser as melhores mães do mundo. Antes de sairmos do forno, são elas que regulam a temperatura e fazem a massa. Depois dão-nos a oportunidade de escolhermos os ingredientes e esperam [uma virtude que todas as mães têm] pacientemente que saibamos escolher ou que a seu tempo apuraremos o paladar e façamos as escolhas certas. E deixam-nos voltar sempre que seja preciso amassar algumas coisas. Nunca saímos do quentinho do forno [porque elas não deixam e porque nós não queremos]. E as mães são sempre muito mais do que mães [apesar de às vezes nos esquecermos disso]. Fazem o melhor que podem. Sem nunca pensar na estrela Michelin, sempre a pensar em nós: a fatia que deixaram neste mundo. Como filha, há um pensamento que gostava que nenhum filho se esquecesse [nunca]: as mães merecem sempre as melhores fatias.

Para todas as mães que se dedicam diariamente às suas fatias. Para todas as fatias que não querem sair do forno das melhores cozinheiras. Para as pizzarias que mandam mensagens sem perceber nada do assunto. Para estes dias que só servem para vender. O dia da mãe é quando os filhos querem [e o dia da pizza é quando as mães deixam].

 

Da fatia [que ainda tem muito para aprender e que não quer sair do forno],

 

Carol