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O que ando a ouvir [#7]

Para começar a semana. Para começar as férias [ou não, não sei qual é o vosso caso]. Para começar qualquer momento. Mas sempre para terminar mais feliz. O que o calor me tem feito ouvir fica aqui convosco. 

 

Agir - Pensa em Nós

[adoro o ritmo e fica na cabeça, pelo menos tem ficado na minha]

Calema - A Nossa Vez

[não sei porquê, mas comecei a gostar tanto desta música que parece quase uma perseguição]

Aurea - I Feel Love Inside

[sou completamente fã da Aurea e das suas músicas! Esta é uma versão diferente da música original que lançou no seu último cd e não podia emanar mais verão, sol e tantas outras coisas boas]

April Ivy - Shut Up

[oiçam e calem-se, é mais ou menos isso... e um beijo]

Jonas Blue - Mama ft. William Singe

[música de verão, um clássico... pelo menos o clássico deste verão!]

 

Partilhem comigo o que andam a ouvir para ir renovando a playlist,

 

Carol

Sobre a série 13 Reasons Why [sim, só agora!]

4 meses depois de todas as pessoas verem. 4 meses depois de todas as pessoas dizerem o que tinham a dizer. 4 meses depois de todas as pessoas terem uma opinião muito vincada sobre o assunto. 4 meses depois de estrear a série 13 Reasons Why [vista por todas as pessoas a quem me referi anteriormente] chegou a minha vez de ver e [já agora] ter alguma coisa a dizer sobre o assunto. Gostei. Não de tudo, mas gostei. Nunca li o livro [talvez pense em fazê-lo brevemente] por isso não posso comparar as imagens às palavras que deram origem à série. No meu ponto de vista, a série está realmente bem estruturada, isto é, a montagem do passado com o presente, a forma como passamos de um tempo para o outro, a ligação entre tudo e todos, a forma física como os tempos se transformam à frente dos nossos olhos. Apreciei bastante essa parte técnica que [e digo-o na ignorância de perceber pouco sobre o assunto] considero um dos segredos para o sucesso de 13 Reasons Why. Ainda que inconscientemente, talvez tenha sido esse o lado que pesou mais na balança e fez com que todas as pessoas [todas não, mas muitas delas] ficassem agarradas a esta série. Provavelmente, mais do que a própria história. Aí há algumas coisas com as quais discordo ou não gosto tanto. Para quem nunca viu [muito resumidamente] esta série tem 13 episódios, cada um deles destina-se a uma cassete que Hannah Baker gravou antes de se suicidar. 13 episódios, 13 cassetes, 13 razões que justificam o suicídio de Hannah. A controvérsia começa quando a serie relaciona temas como o suicído, a adolescência, o liceu e os jovens. Encarei 13 Reasons Why como um alerta, uma chamada de atenção para os jovens não desistirem ao primeiro obstáculo que encontram, para pedirem ajuda quando precisarem de o fazer, para nunca se sentirem sozinhos, para se ajudarem entre si e não o contrário. Não vi a série à procura de motivos que justifiquem pôr fim à própria vida [uma das maiores críticas feitas por parte dos cibernautas]. Acho, em alguns momentos dos primeiros episódios, que as razões que Hannah apresentava como sendo os motivos para se matar eram obviamente exageradas, mas isso só demonstra como ela não se encontrava emocionalmente bem e como era uma rapariga pouco estável [e com muita tendência para dramatizar]. O final deixa um caminho que pode ser explorado de muitas formas na próxima temporada [já confirmada e com estreia marcada para 2018]. Fiquei curiosa e até surpreendida por ter gostado. Apesar da forte carga emocional, principalmente nos últimos episódios, a série não é nenhum filme de terror e o drama que carrega está distribuído por cenas com intensidades muito diferentes. E voltamos à estrutura [que para mim fez toda a diferença]. Não, 13 Reasons Why não dá a ninguém 13 razões para cometer um ato como o suicídio. Quanto muito, esta série coloca em cima da mesa 13 [ou mais] razões para estarmos atentos a nós e a quem pode estar a precisar de ajuda.

 

Fico à espera da 2ª temporada. Aquela que todas as pessoas irão ver 4 meses antes de mim. Gosto de deixar a poeira assentar e poder ver tudo ao meu ritmo. 

 

Carol

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[querem que vos dê 13 razões para deixar um like no facebook?]

Às páginas tantas [#1]

Tenho lido muito. Essa talvez seja a coisa que mais tenho feito nos últimos tempos: pôr a leitura em dia. O verão dá-me sempre algum espaço e tempo para colmatar as saudades que tinha de conhecer novas histórias através das páginas de um livro. Escrito na Água e O Universo Nos Teus Olhos foram duas das minhas primeiras escolhas. Acabei de os ler há muito pouco tempo por isso [enquanto a memória não me falha] é melhor começar a dizer o que achei dos dois livros [não que isso seja importante para o mundo ou para vocês, mas para mim é porque por cima de grandes histórias é sempre possível criar outras tantas, tão boas ou ainda melhores]. Os livros não me desiludiram, muito pelo contrário. E, não, não vou escrever um resumo das narrativas. Simplesmente, vou escrever [sobre o que já está escrito] as histórias que estes livros me acrescentaram. Porque ler é sempre acrescentar algo de novo à nossa própria história [acho que é aí que reside o segredo da coisa]. 

Escrito na Água, da mesma autora do sucesso A Rapariga no Comboio [que li no verão passado] surpreendeu-me. Adorei a forma da escrita e da narrativa. As ligações entre as personagens são feitas de uma maneira inteligente e a própria forma como conhecemos cada uma delas permite-nos interpretar a mesma história de perspetivas muito diferentes. Foi um livro que li entre a pressa de chegar ao fim para descobrir quem era afinal o responsável pela morte de Nel, a protagonista que aparece morta no rio, e a calma de desfrutar cada pormenor, palavra a palavra, segredo a segredo e passado a passado de cada personagem. Não querendo comparar histórias totalmente diferentes, gostei muito mais [oh, quantas vezes mais!] de Escrito na Água do que d' A Rapariga no Comboio. É surpreendente e está [inegavelmente] muito bem escrito [muito mesmo]. O desfecho [a meu ver] está ao nível do livro e deixa-nos a pensar sobre quem merece relamente a nossa confiança...

O Universo Nos Teus Olhos, da mesma autora de Fala-me de Um Dia Perfeito [um dos meus livros preferidos do verão passado], revelou-se um livro muito diferente do que estava à espera. A escrita [a principal marca de um escritor] mantém-se na mesma linha do livro que Jennifer Niven lançou há um ano e eu gosto disso. É um livro descontraído e é nesse tom que nos apresenta a história de dois jovens, Jack e Libby. Ele, o jovem popular que sofre em segredo de prosopagnosia que não o permite reconhecer caras [desconhecia esta doença e fiquei completamente fascinada... hei-de escrever sobre isso aqui, ainda ando a investigar]. Ela, em tempos considerada a Jovem Mais Gorda da América após a morte da mãe, vê-se agora perante o mundo exterior e todos os cretinos que nele habitam. É uma leitura leve que nos coloca a refletir sobre o quanto nos valorizamos [ou, pelo menos, nos devíamos valorizar] e porque é que nos importamos sempre com a aparência dos outros. O final [na minha opinião] esteve um pouco aquém, mas nem assim fiquei a gostar menos deste livro "para leitores que procuram histórias de amor fora dos estereótipos". 

 

Às páginas tantas, fico sempre ligada às personagens como se as conhecesse [e tenho pena de poder deixar de falar com elas]. Às páginas tantas, tentarei sempre escrever sobre as minhas leituras enquanto a memória ainda está fresca e bem presa às histórias que bem podiam ser a história de qualquer um de nós.

 

Carol

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[para ficarem a par destas ou de outras leituras, basta deixarem o vosso like no facebook]

A literatura no cinema

Nestes primeiros momentos das minhas férias tenho aproveitado para pôr a leitura em dia [como fiz questão de referir aqui e aqui]. Quero muito escrever no blog um pouco sobre as páginas que ando a folhear, mas isso fica para um dia destes. Hoje recupero um texto [na verdade, um excerto de um texto] que escrevi sobre a literatura e as suas adaptações ao cinema. Não é fácil colocar na balança duas artes que me fascinam. 

 

" [...] É inevitável afirmar que as imagens complementam as palavras e, muitas vezes, as adaptações fílmicas de grandes obras literárias se devem à necessidade de definir de forma exata a estrutura visual de uma história. Contudo, nada é mais autêntico que uma palavra, que uma frase, que uma obra literária. Algo escrito com pequenas ou grandes particularidades para ser lido e interpretado com a liberdade que o autor oferece ao seu leitor para que este reproduza no seu imaginário a mesma história, com as mesmas palavras, outra história que nada terá a menos que a primeira. É esse o potencial da literatura. A sua especificidade está nos mais pequenos detalhes. Literatura é também a arte de unir as letras, reunir palavras e produzir histórias. E não pode haver nenhum leitor que, verdadeiramente apaixonado por esta arte, perca a oportunidade de folhear as páginas de um livro. É percorrer as descrições, apanhar os pormenores, compreender os tempos verbais, conhecer o sujeito e interpretar o predicado, reler os verbos, detetar os recursos estilísticos e decifrar a pontuação. A pontuação que se vê porque a literatura é feita de exclamações invisíveis, interrogações ocultas e reticências disfarçadas. Mas não conhece o ponto final da imaginação. Quanto muito recorre ao ponto final parágrafo para mudar de linha. [...] "

 

Apeteceu-me partilhar. Agora já posso regressar aos livros e aos filmes. É aproveitar enquanto o tempo me dá tempo para isto.

 

Carol

 

[likezinho na página de facebook, não se esqueçam!]

Uma atuação muito original [It's Youtube #3]

Coisas que encontramos na internet e nos fazem rir. Era um bom título para o vídeo que encontrei e que agora aqui partilho convosco. [mais] Uma atuação simples em [mais] um "programa de talentos", mas que [de forma genial] não nos deixa conter as gargalhadas por ser tão original e bem conseguida [e única]! 

 

Deviam ver [eu não me canso de rever],

Carol

 

 [se encontrarem outras atuações engraçadas, partilhem comigo aqui ou no facebook!]

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