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Caminhos que mudam de cor

De malas feitas e bagageira cheia [um clássico] vínhamos preparados para aquele que é o momento [tão esperado no resto do ano] em que escrevemos juntos, durante longos dias, a palavra “férias”. Letra a letra, sem pressa, para que possamos gozar cada traço e acentuar o verdadeiro significado da palavra. Férias em família, o que há melhor do que isso? E vínhamos bem, para bem longe daquilo de que estamos sempre tão perto. Quando, em plena auto estrada, nos vimos rodeados por um imenso manto negro. As árvores que estavam ali e nos viram passar há um ano, já não existem. Eram tantas, enormes e tão verdes. Preenchiam o percurso que sempre fazemos e que [muitas vezes] já nem fazíamos questão de apreciar [damos sempre tudo como garantido, não é?]. Este ano não conseguimos deixar de ficar impressionados. São quilómetros e quilómetros pintados a preto. É realmente impressionante. As chamas destruíram tudo e ainda que tenhamos seguido viagem, o murro no estômago foi inevitável. Seguimos com a bagageira cheia, mas passámos por tantas outras malas que certamente ficaram por fazer. Por tantos lugares onde, este ano, tantas famílias vão acentuar de forma diferente a palavra “férias”.

 

Uma das coisas que mais me impressionou nos últimos dias...

 

Carol

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[o blog também está no facebook, não se esqueçam de passar por lá]

O dia seguinte.

O dia seguinte. Há um ano. O dia seguinte ao dia em que [há um ano] Portugal festejou aquela que será para sempre "a vitória" [e com isto não quero dizer que não voltaremos a festejar, mas a primeira tem sempre aquele gostinho especial]. As pessoas estavam eufóricas. Mais eufóricas no dia seguinte do que na noite em que tudo aconteceu. Talvez por termos uma baixa autoestima, talvez por gostarmos de sofrer, a verdade é que ninguém acreditava. E, mesmo no dia seguinte, continuávamos sem ter bem a certeza que aquilo era real. Gostava [acreditem que gostava mesmo] de poder comparar a nossa reação à vitória de Portugal no Europeu de 2016 com o momento em que ganhei o Euromilhões, mas não vou fazê-lo [porque não consigo, nunca ganhei]. Mas ganhámos o Europeu e festejámos à grande no dia seguinte. No dia em que o país parou, no dia em que percebemos que era mesmo verdade, no dia em que muitas ressacas estavam ainda longe de se curar. Um golo levantou o país. Deu-nos ânimo e [vejam bem o que faz um golo] até nos levantou a autoestima. Passámos a valorizar-nos mais no dia seguinte. E nos seguintes dias ao dia seguinte já ganhámos mais algumas coisas e temos vindo a perceber que afinal até "somos bons". Não só no futebol, em tudo o que fazemos com paixão, em tudo o que nos une. O dia seguinte, há um ano, foi um dia inesquecível. E estava marcado no calendário de Fernando Santos, o senhor que só regressava dia 11 mal sabia que esse dia, o dia depois da noite de glória, era o melhor dia seguinte para o povo português. O dia seguinte já foi há um ano. E tornou os outros dias [em Portugal] muito melhores.

 

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Ansiosa para vos escrever no dia seguinte ao dia em que ganharei o Euromilhões. Deixem-me só começar a jogar!

 

Carol

 

[antes que seja o dia seguinte, passem no facebook do blog]

A despedida de Rodrigo Guedes de Carvalho

Numa semana tão triste para o país. Numa semana em que as imagens que vemos nos jornais, nas revistas, na televisão e na internet nos demonstram como o ser humano é pequeno e frágil. Nesta semana marcada pela tragédia, há pequenos momentos que nos tocam. E há a força da inocência. Que ainda prevalece. 

Nesta país. Nesta semana. Nesta tragédia. Uma das vozes que, diariamente, tem informado o país encerrou o noticiário assim:

 

 

Gostei da atitude, Rodrigo Guedes de Carvalho. Os jornalistas, as vozes que nos informam, antes de o serem, são pessoas como nós. E estão também neste país, nesta semana e a viver [perto ou longe] esta tragédia.

 

Carol

Viram os Globos de Ouro ou comentaram os Globos de Ouro?

Decorreu no passado domingo mais uma gala dos Globos de Ouro. E uma gala, para ser uma boa gala, tem de conter [pelo menos] uma boa polémica. O povo gosta disso. Ou vocês querem que eu acredite que quem está a dedicar a sua atenção à televisão para assistir a uma cerimónia de entrega de prémios numa noite de domingo quer apenas conhecer os vencedores? Prefiro que sejam sinceros. Admitam [depois de admitirem que viram os Globos] que [de um momento para o outro] se tornaram uns experts na área da costura e não conseguiam parar de comentar os vestidos [alguns mais despidos] que desfilaram na tão famosa passadeira vermelha. Refiro-me à roupa [e à veia estilística que nos vem ao de cima nestas ocasiões] como podia referir-me aos penteados e aos acessórios. No conforto do nosso pijama e do nosso sofá, não há nada que nos deixe mais satisfeitos do que comentar uma cerimónia que [dizem ser] tão glamourosa. Depois passamos à fase seguinte, uma das mais emocionantes. O direto [sim, para os mais distraídos, a parte da passadeira vermelha é gravada e depois transmitida como se tudo estivesse a acontecer em tempo real]. No direto [o verdadeiro] o que correr mal ficará para sempre guardado nesta caixa de memórias que são as redes sociais. Mas ontem não foi emocionante. Não ao nível de tornar algo viral. Ninguém se enganou a ler o teleponto, nenhum cantor se esqueceu da letra a meio da atuação, nenhum vencedor foi anunciado por engano, nem um único decote mostrou mais do que devia e [um clássico] ninguém caiu. Podem confessar que vacilaram naquele momento em que a Cláudia Vieira quase se tornou o "Momento Polémico dos Globos de Ouro de 2017", mas a rapariga aguentou-se bem. Por outro lado [aquele que mais gosto] até se deu importância à cultura portuguesa. Até se falou em talento e se valorizou o que vamos fazendo por cá. E [desta gostei particularmente] falou-se [e bem] da igualdade de géneros. Nunca esquecendo as marcas e tantas outras coisas que [a meu ver] pouco deviam importar neste tipo de cerimónia, foram falados temas importantes. Acho que estamos a evoluir. 

Ah, já me esquecia, o Coliseu não tem ar condicionado? É que nem sequer lá estava o Hot Jesus e as nossas estrelas estavam todas a derreter de calor...

 

Desculpem se esperavam um post sobre os visuais dos Globos, mas percebo muito pouco sobre o assunto. E para comentar apenas por comentar, já bastou tudo o que disse à minha televisão,

 

Carol

[não se esqueçam de deixar o vosso like na página de facebook, ok?]

Sim, a Madonna está em Lisboa

Muito se tem falado sobre a Madonna esta semana. Ao que parece a cantora está em Lisboa. Ou muito me engano ou quis vir conhecer pessoalmente o Salvador Sobral, porque se fosse para conhecer o Papa tinha ido diretamente para Fátima [e mesmo assim já ia tarde]. A rapariga não pode andar descansada numa cidade tão bonita como Lisboa que as notícias na internet estão constantemente a ser atualizadas sobre o último local onde Madonna foi vista. E, sinceramente, não percebo. Ando todos os dias em Lisboa e nunca ninguém se mostrou minimamente interessado com isso. Talvez eu seja um pouco mais discreta, menos conhecida, menos internacional... Pronto, é verdade, talvez esteja a fazer uma má comparação. Mas nem consigo contar os artigos publicados com as palavras "Madonna" e "Lisboa" na mesma frase. Cá para mim [e aqui entre nós] a rapariga veio aprender a amar pelos dois [é que segundo o que se diz por aí, às vezes é com cada desgosto amoroso]. O que é certo é que ela não está cá like a virgin, conhece bem os cantos à casa [pelo menos, anda a fazer por isso]. Percebo que seja entusiasmante receber uma celebridade assim por cá, mas estamos a tratá-la como uma material girl. Deixem-na aproveitar este tempo bom, a felicidade portuguesa que sobrou do fim-de-semana passado e umas quantas regalias a que Madonna tem direito [e oportunidade]. Acho [mas isto é o que eu acho] que ninguém vai ficar mais ou menos feliz por saber que ela esteve no Liceu Francês e que [por isso, apenas por isso] está a pensar colocar o miúdo lá a estudar. É a notícia mais recente que já corre as redes sociais e que me faz pensar se ela não estará enganada a pensar que está em França...

 

Se [por mero acaso] se cruzarem com ela por aí, mandem-lhe cumprimentos e [já agora] mostrem-lhe quem é que mandonnaqui,

 

Carol

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