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Viram os Globos de Ouro ou comentaram os Globos de Ouro?

Decorreu no passado domingo mais uma gala dos Globos de Ouro. E uma gala, para ser uma boa gala, tem de conter [pelo menos] uma boa polémica. O povo gosta disso. Ou vocês querem que eu acredite que quem está a dedicar a sua atenção à televisão para assistir a uma cerimónia de entrega de prémios numa noite de domingo quer apenas conhecer os vencedores? Prefiro que sejam sinceros. Admitam [depois de admitirem que viram os Globos] que [de um momento para o outro] se tornaram uns experts na área da costura e não conseguiam parar de comentar os vestidos [alguns mais despidos] que desfilaram na tão famosa passadeira vermelha. Refiro-me à roupa [e à veia estilística que nos vem ao de cima nestas ocasiões] como podia referir-me aos penteados e aos acessórios. No conforto do nosso pijama e do nosso sofá, não há nada que nos deixe mais satisfeitos do que comentar uma cerimónia que [dizem ser] tão glamourosa. Depois passamos à fase seguinte, uma das mais emocionantes. O direto [sim, para os mais distraídos, a parte da passadeira vermelha é gravada e depois transmitida como se tudo estivesse a acontecer em tempo real]. No direto [o verdadeiro] o que correr mal ficará para sempre guardado nesta caixa de memórias que são as redes sociais. Mas ontem não foi emocionante. Não ao nível de tornar algo viral. Ninguém se enganou a ler o teleponto, nenhum cantor se esqueceu da letra a meio da atuação, nenhum vencedor foi anunciado por engano, nem um único decote mostrou mais do que devia e [um clássico] ninguém caiu. Podem confessar que vacilaram naquele momento em que a Cláudia Vieira quase se tornou o "Momento Polémico dos Globos de Ouro de 2017", mas a rapariga aguentou-se bem. Por outro lado [aquele que mais gosto] até se deu importância à cultura portuguesa. Até se falou em talento e se valorizou o que vamos fazendo por cá. E [desta gostei particularmente] falou-se [e bem] da igualdade de géneros. Nunca esquecendo as marcas e tantas outras coisas que [a meu ver] pouco deviam importar neste tipo de cerimónia, foram falados temas importantes. Acho que estamos a evoluir. 

Ah, já me esquecia, o Coliseu não tem ar condicionado? É que nem sequer lá estava o Hot Jesus e as nossas estrelas estavam todas a derreter de calor...

 

Desculpem se esperavam um post sobre os visuais dos Globos, mas percebo muito pouco sobre o assunto. E para comentar apenas por comentar, já bastou tudo o que disse à minha televisão,

 

Carol

[não se esqueçam de deixar o vosso like na página de facebook, ok?]

Sim, a Madonna está em Lisboa

Muito se tem falado sobre a Madonna esta semana. Ao que parece a cantora está em Lisboa. Ou muito me engano ou quis vir conhecer pessoalmente o Salvador Sobral, porque se fosse para conhecer o Papa tinha ido diretamente para Fátima [e mesmo assim já ia tarde]. A rapariga não pode andar descansada numa cidade tão bonita como Lisboa que as notícias na internet estão constantemente a ser atualizadas sobre o último local onde Madonna foi vista. E, sinceramente, não percebo. Ando todos os dias em Lisboa e nunca ninguém se mostrou minimamente interessado com isso. Talvez eu seja um pouco mais discreta, menos conhecida, menos internacional... Pronto, é verdade, talvez esteja a fazer uma má comparação. Mas nem consigo contar os artigos publicados com as palavras "Madonna" e "Lisboa" na mesma frase. Cá para mim [e aqui entre nós] a rapariga veio aprender a amar pelos dois [é que segundo o que se diz por aí, às vezes é com cada desgosto amoroso]. O que é certo é que ela não está cá like a virgin, conhece bem os cantos à casa [pelo menos, anda a fazer por isso]. Percebo que seja entusiasmante receber uma celebridade assim por cá, mas estamos a tratá-la como uma material girl. Deixem-na aproveitar este tempo bom, a felicidade portuguesa que sobrou do fim-de-semana passado e umas quantas regalias a que Madonna tem direito [e oportunidade]. Acho [mas isto é o que eu acho] que ninguém vai ficar mais ou menos feliz por saber que ela esteve no Liceu Francês e que [por isso, apenas por isso] está a pensar colocar o miúdo lá a estudar. É a notícia mais recente que já corre as redes sociais e que me faz pensar se ela não estará enganada a pensar que está em França...

 

Se [por mero acaso] se cruzarem com ela por aí, mandem-lhe cumprimentos e [já agora] mostrem-lhe quem é que mandonnaqui,

 

Carol

Viajar e crescer. Regressei a Auschwitz.

Há pouco mais de um ano viajei até à Polónia com um grupo de amigos e professores. Uma viagem que não esquecerei e que agora recordo com outra nitidez [crescer faz-nos ver as coisas de outra forma, não é?]. Na altura, escrevi sobre a viagem e [sem intenção] hoje cruzei-me com esse texto. Apeteceu-me deixar aqui um pequeno excerto [repleto de grandes sentimentos]:

Se havia frio, houve um dia em que o tapamos com os agasalhos mais quentes e o escondemos por baixo de um banco do autocarro. Nesse dia, trocamos os casacos, as luvas e os gorros pelas memórias de um passado recente. As memórias de Auschwitz. Foi sentir bem perto o que julgamos estar longe, em cenários inacreditavelmente reais e cruéis, que nos deixam sem palavras, quase sem respirar. Tudo nos deixa a pensar, tudo nos faz cair na realidade do mundo onde vivemos. Tudo ali é tudo. Respirar Auschwitz é ter consciência que ainda há muito a fazer. E, porque há coisas que sentimos e não conseguimos explicar, no regresso a Cracóvia conversamos através do olhar e deixámos o autocarro num silêncio repleto de conversas.

Quando dizem que a escrita nos permite imortalizar momentos [e até pessoas], não podiam estar mais certos. Escrevi isto há um ano. Pouco depois do regresso a Portugal. E [apesar de ter crescido entretanto] não mudaria uma palavra agora. Há lugares que são especiais. Que nos fazem crescer. Que ficam para sempre. Como ficarão estas palavras que hoje encontrei. 

 

Viajei. Há um ano. Hoje. Viajarei. E escreverei. Para que a vida seja uma viagem constante. Cheia de outras viagens e crescimentos. 

 

Carol

IMG_8608.JPG[não se esqueçam de deixar um likezinho no facebook, está bem?] 

Para os insatisfeitos. De alguém.

Não queria ouvir. Mas ouvi. E ainda bem. Cruzamo-nos com conversas por aí e eu cruzei-me com uma que me ofereceu uma frase maravilhosa. Apontei-a à pressa antes que a memória me falhasse. E venho partilhá-la convosco. Porque sim, apenas por isso. Sem tirar nem pôr, soou tão bem. Soou assim: "uma pessoa que goste de nós e uma casinha com um teto sabe-nos a pouco, mas faz-nos muita falta". Foi sincera. E tocou o coração. O meu, o de quem a disse e o de quem a ouviu. Quando estamos sempre a precisar de mais alguma coisa. Quando nunca estamos satisfeitos com o que temos. Quando temos tudo e achamos não ter nada. Há alguém que [ainda] espalha frases sinceras por aí. Frases [em jeito de desejo] que abraçam [até] o coração do ser humano mais insatisfeito do mundo. Uma pessoa que goste de nós. E uma casinha com um teto. Sabe-nos a pouco, mas faz-nos muita falta. Porque é que temos consciência de que nunca estamos satisfeitos com nada e mesmo assim vivemos uma vida cheia de insatisfações?

Ainda se dizem coisas simples e sinceras. Que se aproximam do coração. Sintam-se felizes. Com as pessoas que gostam de vocês. Nas vossas casinhas com um teto.

 

E que tudo vos saiba a muito, antes de vos fazer falta,

 

Carol

 

[se a casinha, para além de teto, também tiver wi-fi, não se esqueçam de deixar o vosso like no facebook]

Ganhámos e agora?

Nunca [que me lembre] tinha assistido com atenção ao Festival da Eurovisão. Nunca tinha assistido [caso contrário lembrar-me-ia] a uma final do Festival da Eurovisão. Nunca. Até ontem. E Portugal ganhou [as coincidências existem, mas não foi o caso, porque todos estávamos desconfiados do que ia acontecer]. O Salvador e a Luísa estão de parabéns por terem representado tão bem Portugal. No entanto, não é sobre isso que venho escrever agora [até porque se não leram, já deviam ter lido um post que publiquei há uns dias sobre o assunto]. Preocupa-me outra coisa: onde é que vai ser festejada a vitória de Portugal na Eurovisão? O Marquês de Pombal ainda deve estar a precisar de uns dias para se recompor [coitado do senhor, também merece descanso e tempo para arranjar aquele farto cabelo]. Fátima também não me parece que seja boa ideia porque o Papa ainda decide regressar e nesse caso os peregrinos teriam de repetir a viagem. Receber o homem do momento no aeroporto também seria uma hipótese, contudo é pouco original para o contexto em questão. Podíamos adotar a estratégia do Euro 2016 e colocar o Salvador e a Luísa a percorrer a capital em cima de um autocarro, mas não teria o mesmo impacto tendo em conta que eles cantam melhor que o Cristiano Ronaldo. Bem, neste momento não me ocorre nenhum lugar suficientemente original e com a capacidade para aguentar tantos portugueses que [de um momento para o outro] acham que sabem cantar pelos dois [o Salvador e a Luísa]. Por falar em dois, há duas pessoas que independentemente do lugar e da hora da "festa" não vão querer faltar. Podem contar com a presença da Cristina Ferreira [que fará o relato do momento em cima de uma mota] e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa [que tanta selfie tem ainda para tirar]. Surgiu-me a dúvida e se souberem de alguma coisa a este respeito, avisem-me, por favor. Já agora [e só naquela], Portugal estava preparado para vencer?

Mais uma coisa, outra pequena dúvida. Como é que festejamos? É suposto sairmos à rua e utilizarmos [de forma completamente abusiva] as buzinas dos nossos carros? Ou como se trata de um prémio na área da música o ritmo da buzina tem de ser especial? Expliquem-me, por favor, quero estar à altura do momento.

 

Só mais uma questão... Isto significa que em 2018 o Festival da Eurovisão se realiza em Portugal? Agora que acabou [e bem] é que estou a ficar entusiasmada com isto. Estamos todos, não é assim?

 

Carol

 

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