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Mãos ao alto, estou de férias!

Oficialmente de férias. Nos primeiros momentos em que me apercebo disto penso: "e agora o que é que se estuda? como é que se ocupam os tempos livres? o que é que são férias?". Uns segundos depois dou por mim deitada no sofá pronta para não fazer nada durante os próximos dois meses. É incrível esta nossa capacidade de adaptação às férias, não é? O regresso dos tempos livres, do desligar do despertador das 6h da manhã, do não querer saber sequer que horas são, do cansaço por não se ter nada para fazer, dos reencontros com os amigos ocupados [que nesta altura também tiram uns dias]. Estamos sempre prontos para as férias. Para o desligar das rotinas e para o embalo da preguiça de um dia de verão. Falo por mim [e muito provavelmente por ti também]. Agora quero não fazer nada. Mas quero fazer muitas coisas. Voltar aos livros, aos filmes, à televisão, à preguiça no sofá, ao sol, à praia e aos amigos. Voltar a todas as coisas que queria conseguir fazer durante o resto do ano [sem ficar com o peso na consciência por não estar a estudar]. É tão fácil ficar de férias. É tão fácil esquecermo-nos da rotina que mantivemos o ano inteiro antes deste "não fazer nada" que só dura umas semanas. O ser humano é realmente ágil ou então é apenas desesperado por querer aproveitar ao máximo uns dias de férias. O pior é o regresso. Aí o processo desenvolve-se de outra forma, como se as férias fizessem de nós prisioneiros. Mas ainda falta. Ainda agora me estão a colocar as algemas. Falarei sobre o momento da libertação noutra altura. 

 

Agora [livre das rotinas e do trabalho] deixem-me viver presa aos dias longos e preguiçosos.

Custa-me a crer, mas [já] estou de férias!

 

Carol

 

[não se revoltem, chegará a vossa vez também. Já seguem o blog no facebook?]

A despedida de Rodrigo Guedes de Carvalho

Numa semana tão triste para o país. Numa semana em que as imagens que vemos nos jornais, nas revistas, na televisão e na internet nos demonstram como o ser humano é pequeno e frágil. Nesta semana marcada pela tragédia, há pequenos momentos que nos tocam. E há a força da inocência. Que ainda prevalece. 

Nesta país. Nesta semana. Nesta tragédia. Uma das vozes que, diariamente, tem informado o país encerrou o noticiário assim:

 

 

Gostei da atitude, Rodrigo Guedes de Carvalho. Os jornalistas, as vozes que nos informam, antes de o serem, são pessoas como nós. E estão também neste país, nesta semana e a viver [perto ou longe] esta tragédia.

 

Carol

Isto não é um filme. É a vida real.

Apetece não ligar a televisão, mas apetece querer saber como estão as "coisas". Como estão as pessoas e os locais. Apetece não ligar a televisão pelo simples facto de como estão a ser transmitidas as "coisas". É uma tragédia, isto a que Portugal e o Mundo estão a assistir. Estou longe de Pedrógão Grande. Assisto a tudo isto no conforto da minha casa, a queixar-me do calor que faz por aqui. Nestas situações percebemos o quão ingratos conseguimos ser.

O país está unido numa brutal onda de solidariedade. Cada vez surgem mais formas de ajudar, mesmo estando longe. Mas estou desiludida e um tanto revoltada. A forma como a nossa comunicação está a agir perante esta situação, este acontecimento que parece não ter fim. Estão muitas vidas envolvidas. Vidas que merecem respeito e muitas que precisam de ajuda. Quem está longe, como eu, e liga a televisão não quer ver o filme de Pedrógão Grande. Quer saber notícias, receber factos e, mesmo numa situação tão delicada como esta, perceber o que está a acontecer. A emoção, a dor e a tragédia estão, infelizmente, presentes nas pessoas, nos locais e nas imagens. Não precisam de ser ditas palavras e, muito menos, de ser colocada uma música de fundo numa reportagem. Esse não é o caminho. Apetece mesmo não ligar a televisão. Isto é a vida real. As "coisas" não estão nada bem, mas, por favor, o país quer ver [e saber] notícias. Chega de sensacionalismo. Isso não é informação.

 

Respeito por todos aqueles que estão a ajudar a colocar um fim a esta situação. E por todos aqueles que, infelizmente, estão a passar por ela.

 

Carol

 

[queres saber como ajudar? aqui ficam algumas formas de fazê-lo] 

Um dia negro. Pintado com cores fortes.

Tirei esta fotografia ontem, domingo, às 20h40. Retrata bem o cenário de um final de dia de verão. Uma imagem pintada com cores quentes que encerram os dias de uma estação que só pede o frio de uma bebida refrescante. Podia ser uma fotografia de um final de tarde como tantos outros, mas é uma fotografia de um final de um dia em que o país perdeu muito debaixo das mesmas cores quentes de um pôr-do-sol. Foi um dia negro, longe de ter fim. Perderam-se vidas e mantiveram-se as cores. O dia esteve quente, mas mais quentes estão ainda os corações daqueles que, perto ou longe, têm acompanhado esta tragédia em Pedrógão Grande. E as cores quentes de um pôr-do-sol que encerra um dia de verão tornam-se frias. Levam vidas. E levam tanto de um país que só merece ter corações aquecidos pelo laranja forte de um dia de verão.

 

O país está de luto. Num cenário com cores tão bonitas como deveriam ser todos os finais de tarde. É triste assistir a tudo isto. É triste não ver o fim de uma situação que, ironicamente, está pintada nas mesmas cores dos finais de dias felizes e serenos.

 

Carol 

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[há várias formas de ajudar, se fizerem uma rápida pesquisa na internet, ficam informados sobre o que podem fazer para auxiliar quem está a tentar colocar um fim a esta situação]

Da secção: sonhos que se concretizam...

Esta coisa de termos sonhos e conseguirmos concretizá-los [por mais peculiares que eles sejam] dá muito trabalho, mas também dá uma felicidade que só não vos conto porque teriam de ter os mesmos sonhos que eu para perceberem do que falo. Escrevi aqui [ainda pouco] sobre a minha paixão pela televisão e pelo universo da ficção nacional. Para os mais distraídos e para aqueles que passam aqui no blog só para confirmar se eu insisto em continuar a partilhar aquilo que me vem à cabeça, ando a seguir [sem perder pitada] a novela da noite da TVI, Ouro Verde. Confessa, já dedicaste a esta novela [pelo menos] cinco minutos da tua atarefada vida [que não te permite ver novelas] para apreciar a [incrível] prestação do Diogo Morgado ou para admirar a representação [também incrível] da Joana de Verona. Vá, deixa-te lá de coisas, depois dos jogos de futebol, as novelas são o programa mais visto em Portugal e, por sinal, estão cada vez melhores!

 

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Falei de sonhos. De concretizar sonhos. E é por isso [ainda sob o efeito da adrenalina] que escrevo sobre um dia em que concretizei mais um sonho. Visitei os estúdios da Plural Entertainment [que é SÓ a produtora televisiva de Ouro Verde e de muitas outras novelas portuguesas]. Bem, que realidade diferente da ficção chega ao nosso ecrã! Tinha muitas expectativas, confesso. Imaginava uns bastidores diferentes daqueles com que me deparei. Foi uma tarde incrível. De repente, tudo o que vejo todas as noites no ecrã da minha televisão estava ali, nos corredores, nas salas, nos cenários, nas personagens e nas pessoas [que são pessoas e são diferentes das personagens, mas okay, isso eu sei distinguir!]. Tem outra magia.

 

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A Inês Cortez [a quem devo o maior agradecimento, porque foi graças a ela que tudo isto foi possível] recebeu-me e mostrou-me todos os cantos de um universo que me faz acreditar que há muitas [e boas] histórias para contar. Comecei a visita aos estúdios abençoada pelo Padre Sebastião, o divertido Ângelo Torres [que pediu para ser mencionado aqui no blog]. Cumpro com o que prometo e não posso deixar de admitir que a bênção surtiu efeito e se verificou ao longo da visita. Cruzei-me com os atores e os técnicos. No fundo, tentei agir como se tudo aquilo fosse apenas mais um dia normal para mim [mas eu acho que não dava para disfarçar o meu ar de felicidade [disso tenho consciência!]. Assisti às gravações e até tive direito a visitar a produção que une as peças deste puzzle e faz com que tudo ganhe sentido para que possamos, mais tarde, ver a novela na tranquilidade do nosso lar [mesmo que seja só para apreciar as prestações incríveis dos nossos atores! Eu sei que a maioria se preocupa muito em perceber se o Pedro Carvalho dorme com ou sem t-shirt!]. Fiquei fascinada com as capacidades que um computador tem para criar uma explosão onde nunca se sentiu sequer o cheiro a fumo [desculpem, mas as cenas que envolvem explosões são emocionantes e eu vou continuar a querer acreditar que, para o bem de uma telenovela, se explode um carro novinho em folha]. Tive a fantástica oportunidade ainda de conversar com o produtor de Ouro Verde, José Retré, que tão simpaticamente me explicou alguns dos segredos deste mundo que me fascina [agora ainda mais!]. Atrás das câmaras, atrás do lado que nós, espectadores, não vemos, estão mais de 100 profissionais [só numa produção como esta!]. Não fazia ideia. E, não estivesse ainda a minha felicidade suficientemente preenchida, pude estar com o Diogo Morgado. Ao vivo e a cores. O grande protagonista desta novela. A mesma pessoa por quem já me apaixonei uma vez [e não é que me voltei a apaixonar?]. O Diogo foi muito simpático e atencioso. Ao ponto de me agradecer pelo que escrevi sobre Malapata aqui no blog, o filme que realizou e que estreou há uns meses nas salas de cinema. As pernas tremeram [é verdade], mas aguentei-me firme. 

 

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Concretizarmos os nossos sonhos é arriscado. Ainda para mais quando isso envolve cenários onde diariamente ocorrem cenas com um alto caráter dramático e computadores que fazem com que carros expludam. Onde os sonhos ganham vida [e levam tempo] para que no ecrã tudo seja ainda mais dramático e as explosões nos façam ir verificar se o nosso carro está em segurança. E tudo se torna mais arriscado ainda quando o Diogo Morgado está por perto e te diz que leu o teu blog. Sobrevivi. Vivi um sonho. Na realidade da ficção.

 

Agradeço a todos com os quais tive a oportunidade de me cruzar. O ambiente é completamente espetacular. Repetia a experiência [todas as vezes que fosse possível fazê-lo!]. Obrigada, Inês e Madalena! Foi bom conhecer-vos também!

 

Sou feliz com estas coisas. E com finais felizes também [mas sobre o final de Ouro Verde, ninguém me revelou nada...],

 

Carol

 

[às vezes é bom fazermos por concretizar os nossos sonhos, concretizem lá o sonho de deixar esse like no facebook do blog!]

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