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Viajar e crescer. Regressei a Auschwitz.

Há pouco mais de um ano viajei até à Polónia com um grupo de amigos e professores. Uma viagem que não esquecerei e que agora recordo com outra nitidez [crescer faz-nos ver as coisas de outra forma, não é?]. Na altura, escrevi sobre a viagem e [sem intenção] hoje cruzei-me com esse texto. Apeteceu-me deixar aqui um pequeno excerto [repleto de grandes sentimentos]:

Se havia frio, houve um dia em que o tapamos com os agasalhos mais quentes e o escondemos por baixo de um banco do autocarro. Nesse dia, trocamos os casacos, as luvas e os gorros pelas memórias de um passado recente. As memórias de Auschwitz. Foi sentir bem perto o que julgamos estar longe, em cenários inacreditavelmente reais e cruéis, que nos deixam sem palavras, quase sem respirar. Tudo nos deixa a pensar, tudo nos faz cair na realidade do mundo onde vivemos. Tudo ali é tudo. Respirar Auschwitz é ter consciência que ainda há muito a fazer. E, porque há coisas que sentimos e não conseguimos explicar, no regresso a Cracóvia conversamos através do olhar e deixámos o autocarro num silêncio repleto de conversas.

Quando dizem que a escrita nos permite imortalizar momentos [e até pessoas], não podiam estar mais certos. Escrevi isto há um ano. Pouco depois do regresso a Portugal. E [apesar de ter crescido entretanto] não mudaria uma palavra agora. Há lugares que são especiais. Que nos fazem crescer. Que ficam para sempre. Como ficarão estas palavras que hoje encontrei. 

 

Viajei. Há um ano. Hoje. Viajarei. E escreverei. Para que a vida seja uma viagem constante. Cheia de outras viagens e crescimentos. 

 

Carol

IMG_8608.JPG[não se esqueçam de deixar um likezinho no facebook, está bem?] 

Para os insatisfeitos. De alguém.

Não queria ouvir. Mas ouvi. E ainda bem. Cruzamo-nos com conversas por aí e eu cruzei-me com uma que me ofereceu uma frase maravilhosa. Apontei-a à pressa antes que a memória me falhasse. E venho partilhá-la convosco. Porque sim, apenas por isso. Sem tirar nem pôr, soou tão bem. Soou assim: "uma pessoa que goste de nós e uma casinha com um teto sabe-nos a pouco, mas faz-nos muita falta". Foi sincera. E tocou o coração. O meu, o de quem a disse e o de quem a ouviu. Quando estamos sempre a precisar de mais alguma coisa. Quando nunca estamos satisfeitos com o que temos. Quando temos tudo e achamos não ter nada. Há alguém que [ainda] espalha frases sinceras por aí. Frases [em jeito de desejo] que abraçam [até] o coração do ser humano mais insatisfeito do mundo. Uma pessoa que goste de nós. E uma casinha com um teto. Sabe-nos a pouco, mas faz-nos muita falta. Porque é que temos consciência de que nunca estamos satisfeitos com nada e mesmo assim vivemos uma vida cheia de insatisfações?

Ainda se dizem coisas simples e sinceras. Que se aproximam do coração. Sintam-se felizes. Com as pessoas que gostam de vocês. Nas vossas casinhas com um teto.

 

E que tudo vos saiba a muito, antes de vos fazer falta,

 

Carol

 

[se a casinha, para além de teto, também tiver wi-fi, não se esqueçam de deixar o vosso like no facebook]

Esta é a história do Sr. Portugal e da Sra. Pontaria

Quero contar-vos uma história. Certo dia, o Sr. Zé Portugal apaixonou-se pela Sra. Maria Pontaria. Viveram uma grande história de amor e poucas semanas depois de se conhecerem descobriram que a Sra. Pontaria esperava o primeiro filho. Talvez não tenha sido uma história de amor assim tão grande ou as precauções que tomaram não foram assim tantas [isso deixo para que sejam vocês a refletir]. 9 meses depois, cumprido o processo habitual, nasceu Francisco. Na Argentina, durante a lua-de-mel do Sr. Portugal e da Sra. Pontaria. Assim sendo, o casal optou por ficar por lá mais uns tempos antes de regressar a casa. Francisco revelou-se uma criança feliz e descobriu a sua vocação desde cedo. Queria ser padre [e quem sabe um dia papa]. O seu pai, Sr. Portugal, não aceitou a sua decisão e mostrou-se incrédulo por Francisco nem sequer querer pecar com uma bela portuguesa. A Sra. Pontaria pouco conseguiu fazer para que o marido perdoasse o filho e uns dias depois regressaram a Lisboa sem Francisco. Todos aqueles acontecimentos abalaram o casamento e há quem diga que apesar nunca ter havido uma separação, o Sr. Portugal e a Sra. Pontaria procuraram outros companheiros durante alguns anos. Há inclusive quem diga que no entretanto a Sra. Pontaria se juntou com um tal de Sr. António Sorte e os dois tiveram um filho chamado Éder [isso foi na altura em que a Sra viajou para a Guiné-Bissau durante uns longos anos]. O miúdo tinha o sonho de ser jogador de futebol contra a vontade da mãe, o que fez a Sra. Pontaria regressar a casa e fazer as pazes com o marido. Mais felizes do que nunca, tiveram outro filho a quem deram o nome de Salvador. O rapaz tinha jeito para cantar e [apesar de às vezes os pais não o compreenderem] sempre fora um jovem exemplar. Viajou em Erasmus para Kiev onde acabou por se dedicar à música. O Sr. Portugal e a Sra. Pontaria ficaram novamente apenas com a companhia um do outro. À distância, acabaram por aceitar a escolha de Francisco e compreender os comportamentos de Salvador. [Quanto a Éder, dizem que a Sra. Pontaria e o Sr. Sorte fizeram um bom trabalho]. Nunca foram um casal perfeito, mas na imperfeição que os une, decidiram que estava na altura de resolver as coisas. O Sr. Calendário, grande amigo da família, por mais que tentasse, não os conseguiu ajudar. Marcou a viagem de Francisco para o dia 13 de maio de 2017, o mesmo dia em que Salvador se preparava para apresentar aos pais o seu grande troféu, a namorada Eurovisão. E nesse dia, precisamente nesse dia, Benfica [um dos trigémeos que o Sr. Portugal teve na altura em que o casamento com a mulher não estava bem] está a organizar uma festa no Marquês. [Pensavam que o Sr. Portugal era um santo? Naaa!]

Enfim, vai ser um sábado cheio de pontaria para Portugal. Quem se vai ver aflito com isto é a Sra. Ana Comunicação Social. Lá vai ter de se vestir de vermelho e andar a pedir à Nossa Senhora que seja possível Amar Pelos Três. Este sábado. 

 

Não sei como continua a história [mas fiquei curiosa, admito]. Isto merece um final feliz,

 

Carol

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[não se esqueçam de acertar em cheio no botão do like da página de facebook]

Os dias [e as noites que os suportam]

Dias compridos. Com as mesmas horas dos outros. Mas mais longos. São dias onde as horas se esticam e os minutos se apertam para dar lugar ao tempo que ainda está para vir. São dias agitados, emotivos e com marcas que ficam no calendário da nossa memória. É bom passar por eles, vivê-los com tamanha intensidade. É ainda melhor recordar as memórias apressadas com que deles ficamos. A imprecisão dos momentos precisos que fazem, desses dias, os dias. 

Foi só um desabafo. Depois do dia. Antes da noite que nos acolhe, nos oferece a calma [e nos acalma] e o descanso para que mais dias sejam os dias. Perdoem-me ser breve, mas a intensidade do dia pede que conte mais tarde as memórias vagas que dele guardei. Mais tarde. Com o tempo e o espaço. Com o tempo no espaço certo. 

 

Por mais dias assim. E por boas noites de descanso. 

 

Carol

O jarro de água [e sem água] cá de casa

Cá em casa temos um jarro de água. É dele que nos servimos sempre que a sede aparece. O problema é que estamos a chegar àquela altura do ano em que a sede aparece muitas vezes. E o jarro aproveita-se da situação para ter algum protagonismo [já que fica no seu canto o resto do ano, ali sem ninguém lhe dar muita atenção]. Agora anda de mão em mão. E, atenção, eu não estou com ciúmes do jarro, mas é uma situação que me tem incomodado [um bocadinho] ultimamente. O jarro está sempre cheio. Sempre. Até que chega a minha vez de encher o copo e nem uma gota é capaz de cair. Podia, por hipótese, dizer que o objeto também tem direito a ter sede e, então, beber da própria água que transporta, mas prefiro não ir por aí [porque é verdade que a casa tem muita vida, mas há coisas que têm limites, e que eu saiba este jarro não pertence ao elenco d' Bela e do Monstro]. É impressionante, a sério. Todos enchem os copos e nunca ninguém quer encher o jarro. Com a chegada do calor [e se as coisas continuam assim] vou optar por fazer uma tabelinha em Excel [e eu nem sei trabalhar bem com isso] para colar no frigorífico com um horário sobre quem fica responsável por encher o jarro nos diferentes momentos do dia. A hora de ponta [em que o jarro mais circula e em que os olhares se cruzam em cima da mesa para tentar definir quem é o funcionário de serviço] é a hora de jantar. E como sou eu a única preocupada em resolver esse problema, tenho prioridade de escolher o meu horário [talvez fique com aquela hora em que ninguém se lembra que o jarro existe, pelo fresquinho da manhã]. E, finalmente, acabar-se-ão as desculpas como o "esqueci-me de encher o jarro" ou "não consegui abrir o garrafão para encher o jarro". Tenho pensado muito sobre o assunto e talvez a solução seja arranjar um balde em vez de um jarro [ou uma família que beba menos água]. Entretanto, vou começar a treinar as minhas habilidades para trabalhar com o excel [porque mais depressa aprenderei a fazer o horário para colar no frigorífico do que o jarro se encherá para o jantar de logo à noite]. Vamos aprender a controlar a sede, a abrir garrafões e a evitar os esquecimentos. Vocês não têm "jarros" aí por casa? E famílias cheias de sede? Estes dois elementos fazem toda a diferença entre um jarro de água com água ou um jarro de água sem água [é importante ter atenção a isso].

 

Está oficialmente aberta a época do "Jarro Vazio Que Ninguém Quer Encher, Mas de Onde Todos Querem Beber" [e que época tão familiar!],

 

Carol

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