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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

08.Mar.17

Que surpreendente Malapata!

Já vamos a meio da semana [e parece que ainda falta tanto para chegar o fim da próxima metade!]. Mas deixando de lado esses pormenores, ontem à noite fui ao cinema [acreditem, nunca vou ao cinema às terças à noite, mas ontem aconteceu]. Estive na antestreia do filme português Malapata. A estreia de Diogo Morgado na realização. No elenco, Rui Unas, Marco Horácio, Luciana Abreu, Diogo Morgado, Manuel Marques, Luís de Matos, Ana Malhoa, Mário Bomba e René Barbosa. Estava muito curiosa. Confesso que alguns dos nomes que leram anteriormente despertaram [muito] a minha curiosidade para ver esta comédia. Estava, ao mesmo tempo, receosa. Primeiro, porque o trailer não me fez aquele click e, em segundo, porque gosto de uma boa comédia, daquelas que nos fazem perder o controlo e durante aquele momento não deixa esconder as gargalhadas mais espontâneas [e estranhas] que temos para oferecer a este mundo. Não gosto de comédias forçadas e aborrecidas [que nos obrigam a rir só para não nos sentirmos mal se não o fizermos, é muito constrangedor!]. Ontem rezava para que fosse uma daquelas boas. Mas estava sem expectativas nenhumas. Acompanho as carreiras [e admiro] a maioria dos atores que constituem o elenco. Pessoal, é um filme português! Somos um país pequeno, temos poucos recursos e poucos apoios nesta área [para não falar de outras], mas não nos falta talento, capacidade e vontade de andar com isto para a frente [e mostrar que, afinal, só somos pequenos no mapa]. Malapata surpreendeu-me. Pela história, pelas personagens, pela mensagem, pela qualidade... por tudo o que tinha para correr mal e [adivinhem] não podia ter corrido melhor. Ri-me a valer. A sala inteira, os próprios atores e a equipa técnica soltaram as gargalhadas espontâneas que só uma boa comédia [daquelas boas mesmo] consegue arrancar às pessoas. Fiquei [ainda mais] fã da dupla Rui Unas e Marco Horácio [o Carlos e o Artur]. Torci pelo casal [que ao início achava muito improvável], o Artur e a Ana [Luciana Abreu, a mulher mais gira deste filme]. E, digo-vos, se algum dia precisar de chamar um reboque quero um atendimento igual ao do Xico [ai, o que me ri com o Manuel Marques!]. E o Diogo Morgado [o nosso Hot Jesus] saiu-se tão bem como realizador que, em breve, vai repetir a experiência [tantas vezes quantas quiser]. Foi uma noite tão boa. E, no final, sentia-se aquele orgulho português espalhado pela sala. No que é feito por cá, no talento, no trabalho e na dedicação. Assim dá um gostinho especial, sabem? 

 

Soltem essas gargalhadas [por mais estranhas que elas possam soar]. E acreditem no cinema português. Temos de ser os primeiros a acreditar no que [de tão bom] se faz por cá. Vão ao cinema [à terça ou em qualquer dia da semana]. Vejam Malapata.

 

Carol