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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

25.Abr.17

Os limites de velocidade que também a liberdade tem

No dia 25 de abril de 1974 Portugal pôs fim à ditadura e conquistou a liberdade. Uns dias antes e uns anos depois [em abril de 2017 e dentro de um regime livre] eu conquistei uma liberdade que há muito queria alcançar. Tirei a carta de condução [desculpem se estavam à espera de outro feito maior]. Agora, livremente [e legalmente] já posso andar por aí sobre rodas [e com as mãos no volante]. Era um passo que sentia necessidade de dar e uma porta que precisava de abrir [a do carro e a do mundo dos crescidos a que pelos vistos estou cada vez mais a pertencer]. Têm na vossa mente a imagem da espingarda com o cravo vermelho? Neste momento, é exatamente essa a minha imagem [só têm de trocar a espingarda por um volante e o cravo pela licença de condução]. Ainda me estou a adaptar a esta nova liberdade. Aos sinais intermitentes da nova conquista, aos quilómetros na direção do desconhecido, às curvas que impõem respeito. Às mudanças [literalmente!]. E aos limites de velocidade que também a liberdade tem. A liberdade é feita de longas viagens. Eu estou agora a começar a conduzir na minha própria viagem e a dar continuidade à liberdade que quero para o resto do caminho. O carro há-de ir abaixo, a velocidade ainda será reduzida, as rotundas serão feitas na desconfiança e as travagens ainda exigem um bom capacete. Porque a liberdade aprende-se [e tem regras, tal como o código da estrada que muitos condutores esquecem]. Agradeço por conhecer Portugal como um país livre [e com alguns condutores livres demais]. Em 1974, tivemos bons condutores na saída de um regime com poucos sinais verdes e ainda melhores na entrada de uma estrada com outro tipo de sinalização. Em 2017, creio que continuamos a ter uma condução segura [eu estou a fazer por isso].

Só mais uma coisa para aqueles que estão habilitados a conduzir, somos livres [e ainda bem], mas não é preciso exagerarem tanto no uso da buzina dos automóveis [é que ainda me estou a habituar à liberdade das estradas portuguesas e às buzinadelas livres que por aí se ouvem]. Portanto, se me virem por aí, não buzinem [limitem-se a facilitar-me a passagem que eu agradeço].

 

E a vocês [cidadãos livres] que liberdades ainda vos faltam conquistar?

 

Carol

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