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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

27.Fev.17

O melhor é não tomarmos nada como garantido. Nem nos Oscars nem em lado nenhum!

É o assunto do dia e nem mesmo os mais distraídos podem dizer que não ouviram falar sobre ele. Não vi os Oscars em direto [o despertador toca sempre às seis da manhã e contra isso não posso fazer nada], mas confesso que me despachei mais rápido esta manhã só para me conectar ao mundo e [adivinhem!] saber como correu a tão esperada cerimónia da noite [madrugada, quero dizer] anterior. Deixei-me levar pelo scroll irresistível do instagram e a ordem do que vi foi a seguinte: os vestidos [em primeiro, claro], as marcas [dos vestidos, dos acessórios, da cerimónia...], as polémicas, as piadas e os prémios [no fim, sim]. Ah, para além dos Oscars, vi também muitas fotos do carnaval brasileiro, mas isso agora não é para aqui chamado. 
A verdade é esta: cerimónia que é cerimónia, tem de ter alguma polémica. Acontecimento público [público e mundial] que se preze tem de envolver "bons" momentos para serem debatidos [sempre por quem percebe mais do assunto]. O momento de destaque da noite de ontem, encontrei-o no meu scroll matinal, nas rádios a caminho da faculdade e nas bocas dos que estão sempre em cima do acontecimento [era desses que vos falava há pouco]. Parece que houve uma grande confusão com a entrega do Oscar de Melhor Filme. Anunciado o suposto vencedor já se faziam os discursos de agradecimento quando o "mundo" parou incrédulo e viu ser anunciado o verdadeiro vencedor do Oscar. Não sei bem o que vos dizer sobre isto, foi tudo uma grande baralhada isso sim! Aconteceu [e não devia ter acontecido], mas agora não há nada a fazer. Deixem lá em paz o Warren Beatty e a Faye Dunaway que os erros acontecem [mesmo numa cerimónia tão preparada para que nada falhe]. Devemos tirar disto algumas lições importantes. Digo-o com sinceridade porque depois de todas as criticas que li e ouvi sobre o momento houve uma que ficou retida na minha memória: "é por isso que nunca devemos dar as coisas como garantidas". Foi dito [e bem!] por uma daquelas pessoas que já vos falei há pouco Sim. Mesmo quando nos anunciam como vencedores. Mesmo quando aceitamos a vitória e a celebramos efusivamente no calor do momento. Mesmo depois de festejarmos tudo o que havia para festejar. Dizem-nos que foi em vão. Que não havia motivo para festejo. E que, afinal, nem somos vencedores. Não vos aconteceu já? Não é preciso ir aos Oscars para perceber isso. Portanto, não tomemos nada como garantido e vamos aprender a viver o momento. Mesmo que festejemos ao engano, nunca será em vão. Porque para nos considerarem vencedores [num único segundo que seja] é porque fizemos algo de muito bom para que chegássemos lá perto. 

 

Carol

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