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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

23.Abr.17

Futebol para polícias

Interessantes estes últimos jogos de futebol. Pouco percebo sobre o assunto [é verdade], mas prefiro arriscar levar um cartão vermelho a ficar no banco. E esqueçam lá os clubes [eu nem sequer sou de nenhum] porque não é sobre eles que escrevo. Já repararam como o futebol está a sofrer uma reviravolta? Os jogos são agora feitos para a Polícia. Sempre que há jogo, os polícias reúnem-se [e não são poucos]. Fardados e armados [e com tudo a que têm direito]. São mais contidos e silenciosos do que as claques do futebol que em tempos assistíamos. Mas são as novas claques. Não acho nada mal que os polícias se reúnam para ver futebol [para o que trabalham, merecem um bom momento de descanso] e é por isso que acho injusto quando os incomodam. As televisões. Experimentem ligar a televisão quatro ou cinco horas antes de começar um jogo de futebol [minimamente importante] e o que vão ver são polícias [em grupos bem grandes]. Coitados dos homens [e mulheres] que agora já nem se podem reunir com os colegas para assistir a uma boa partida de futebol [sem correr o risco de uma perna ser a única coisa partida que veem]. Espalham jornalistas por todos os cantos dos estádios, tudo para que possamos ver os polícias a caminharem em direção à entrada. É estranho. O futebol de que ainda me lembro não era assim. Lembro-me de os polícias irem assistir. Não tão contidos ou silenciosos e muito menos fardados e armados. Antes iam equipados para apoiar a sua equipa. E não eram só polícias. Eram pessoas. Muitas pessoas que viviam o futebol. Que se armavam de esperança por uma vitória e disparavam gritos de apoio. Levavam um cachecol e um coração empolgado. As armas de que uma boa claque se munia. Mas agora as coisas estão diferentes. As armas são outras. Tenho saudades do futebol que fica no estádio e que só quer ver a bola dentro da baliza. Saudades de olhar para as claques e ver pessoas, não polícias. 

 

E eu já não sei se não percebo nada de futebol ou se não percebo nada de pessoas,

 

Carol