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Às páginas tantas [#1]

Tenho lido muito. Essa talvez seja a coisa que mais tenho feito nos últimos tempos: pôr a leitura em dia. O verão dá-me sempre algum espaço e tempo para colmatar as saudades que tinha de conhecer novas histórias através das páginas de um livro. Escrito na Água e O Universo Nos Teus Olhos foram duas das minhas primeiras escolhas. Acabei de os ler há muito pouco tempo por isso [enquanto a memória não me falha] é melhor começar a dizer o que achei dos dois livros [não que isso seja importante para o mundo ou para vocês, mas para mim é porque por cima de grandes histórias é sempre possível criar outras tantas, tão boas ou ainda melhores]. Os livros não me desiludiram, muito pelo contrário. E, não, não vou escrever um resumo das narrativas. Simplesmente, vou escrever [sobre o que já está escrito] as histórias que estes livros me acrescentaram. Porque ler é sempre acrescentar algo de novo à nossa própria história [acho que é aí que reside o segredo da coisa]. 

Escrito na Água, da mesma autora do sucesso A Rapariga no Comboio [que li no verão passado] surpreendeu-me. Adorei a forma da escrita e da narrativa. As ligações entre as personagens são feitas de uma maneira inteligente e a própria forma como conhecemos cada uma delas permite-nos interpretar a mesma história de perspetivas muito diferentes. Foi um livro que li entre a pressa de chegar ao fim para descobrir quem era afinal o responsável pela morte de Nel, a protagonista que aparece morta no rio, e a calma de desfrutar cada pormenor, palavra a palavra, segredo a segredo e passado a passado de cada personagem. Não querendo comparar histórias totalmente diferentes, gostei muito mais [oh, quantas vezes mais!] de Escrito na Água do que d' A Rapariga no Comboio. É surpreendente e está [inegavelmente] muito bem escrito [muito mesmo]. O desfecho [a meu ver] está ao nível do livro e deixa-nos a pensar sobre quem merece relamente a nossa confiança...

O Universo Nos Teus Olhos, da mesma autora de Fala-me de Um Dia Perfeito [um dos meus livros preferidos do verão passado], revelou-se um livro muito diferente do que estava à espera. A escrita [a principal marca de um escritor] mantém-se na mesma linha do livro que Jennifer Niven lançou há um ano e eu gosto disso. É um livro descontraído e é nesse tom que nos apresenta a história de dois jovens, Jack e Libby. Ele, o jovem popular que sofre em segredo de prosopagnosia que não o permite reconhecer caras [desconhecia esta doença e fiquei completamente fascinada... hei-de escrever sobre isso aqui, ainda ando a investigar]. Ela, em tempos considerada a Jovem Mais Gorda da América após a morte da mãe, vê-se agora perante o mundo exterior e todos os cretinos que nele habitam. É uma leitura leve que nos coloca a refletir sobre o quanto nos valorizamos [ou, pelo menos, nos devíamos valorizar] e porque é que nos importamos sempre com a aparência dos outros. O final [na minha opinião] esteve um pouco aquém, mas nem assim fiquei a gostar menos deste livro "para leitores que procuram histórias de amor fora dos estereótipos". 

 

Às páginas tantas, fico sempre ligada às personagens como se as conhecesse [e tenho pena de poder deixar de falar com elas]. Às páginas tantas, tentarei sempre escrever sobre as minhas leituras enquanto a memória ainda está fresca e bem presa às histórias que bem podiam ser a história de qualquer um de nós.

 

Carol

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[para ficarem a par destas ou de outras leituras, basta deixarem o vosso like no facebook]

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