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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

14.Jul.17

A felicidade dos outros pode ser a nossa felicidade

Já alguma vez se sentiram felizes por ver os outros felizes? Alguma vez experimentaram estar tão ou mais felizes pela felicidade dos outros? Acredito que sim [e, se estiver a acreditar mal, acho mesmo que deviam experimentar]. Estarmos felizes não por nós, mas pelos outros é uma sensação tão boa, prazerosa e leve. É como estarmos felizes por nós com a pequena diferença que vemos a felicidade a correr nas veias de outra pessoa e mesmo assim conseguimos senti-la como se corresse nas nossas. Fico feliz por ver felizes as pessoas de que gosto muito. Porquê esta conversa toda sobre a felicidade? Porque [caso ainda não tenham percebido] estou feliz por ver as minhas pessoas [aquelas de que gosto muito] assim: felizes. Ontem saíram os resultados dos exames nacionais [esse bicho de sete, ou mais, cabeças que ameaça qualquer estudante]. Há um ano [já?!] estava a terminar o ensino secundário, a receber as notas dos exames nacionais e a ter de decidir o futuro [é mais ou menos isso]. Aos 18 anos, temos que adivinhar o futuro, na melhor das hipóteses apontar para o caminho que achamos que nos fará mais felizes. É aqui que entram os exames, eles acabam por ter uma grande influência na decisão que tomamos [umas mais certeiras que outras, é verdade]. Ainda tentei espreitar a bola de cristal [mas isso não funciona]. Consegui seguir o caminho que quis e que até agora tenho percorrido sem precisar de GPS para mudar de rumo. Mas nem todos aqueles com quem partilhei os três anos do secundário se conseguiram fazer à estrada. Uns por opção outros por não terem autorização [é mais ou menos isto que os exames nacionais fazem: autorizam ou não. simples]. E um ano se passou. Voltaram os exames, voltaram as viagens. Abrem-se agora novos caminhos. E as minhas pessoas, aquelas que ficaram em terra há um ano, estão agora [porque conseguiram!] a fazer as malas e [mesmo sem certezas] preparam-se para se fazer à estrada. Não há bola de cristal que nos valha nesta coisa que é a vida, mas há força de vontade para seguir caminho. As minhas pessoas [aquelas que há um ano ficaram à espera da próxima partida] conseguiram. Estão felizes por isso. E eu estou feliz por elas. Por não terem desistido e por nunca terem perdido a viagem, só a guardaram para mais tarde. Não é disso que precisamos às vezes? De tempo, de maturidade, de coragem e de força para encher a bagagem. Aos 18 anos ou em qualquer idade. 

 

É reconfortante sentirmos na pele a felicidade que o coração das nossas pessoas bombeia. Haja felicidade para partilhar nos caminhos que até a bola de cristal desconhece.

 

Carol

 

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