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it's carol

Um blog sobre tudo. Sobre o que me apetecer. Acima de tudo, sobre o que sou.

31.Jul.17

O que ando a ouvir [#7]

Para começar a semana. Para começar as férias [ou não, não sei qual é o vosso caso]. Para começar qualquer momento. Mas sempre para terminar mais feliz. O que o calor me tem feito ouvir fica aqui convosco. 

 

Agir - Pensa em Nós

[adoro o ritmo e fica na cabeça, pelo menos tem ficado na minha]

Calema - A Nossa Vez

[não sei porquê, mas comecei a gostar tanto desta música que parece quase uma perseguição]

Aurea - I Feel Love Inside

[sou completamente fã da Aurea e das suas músicas! Esta é uma versão diferente da música original que lançou no seu último cd e não podia emanar mais verão, sol e tantas outras coisas boas]

April Ivy - Shut Up

[oiçam e calem-se, é mais ou menos isso... e um beijo]

Jonas Blue - Mama ft. William Singe

[música de verão, um clássico... pelo menos o clássico deste verão!]

 

Partilhem comigo o que andam a ouvir para ir renovando a playlist,

 

Carol

28.Jul.17

E nunca nada fica arrumado para sempre

Pergunto-me porque é que guardo determinadas coisas? Como arranjo espaço para guardar tantas caixinhas, caixas e caixotes. Depois [quando já nem me lembro que as guardei] ali estão elas, no mesmo sítio, à espera de um novo lugar [provavelmente, no lixo mais próximo] para darem espaço a outras tantas coisas que na altura da mudança nos parecem [completamente] improprias para habitar um caixote do lixo [é por isso que as deixamos ficar, será?]. A história repete-se. E nunca nada fica arrumado para sempre. Vamos limpando o pó ou afastando o olhar como se isso nos fizesse esquecer que aquele cantinho está mesmo a precisar de uma arrumação. O tempo passa o pano no assunto e torna a desarrumação uma parte fulcral da desarrumação. Até ao dia. O dia em que vem a coragem e o espanador. Umas coisas para o lixo, outras mudam de sítio e outras [só para não quebrar a tradição] permanecem [mesmo sem fazer falta]. Algumas vão ficando. Vão sendo arrumadas e limpas, sem saírem do sítio. E fica a desarrumação na arrumação momentânea. No alívio de pensar que dali em diante é só tirar o pó. Que tudo está arrumado. Mas não é assim. O que traz o pó também traz outras coisas [algumas que, mais tarde, nos esfrega na cara por ficarmos sem perceber porque as guardamos]. As arrumações desarrumam sempre mais do que aquilo que arrumam. E é mesmo assim. A vida arruma-se devagarinho. Umas vezes com uns pozinhos de perlimpimpim outras com uns baldes de água fria. As coisas vão ao lugar [umas vezes ao lugar que escolhemos, outras ao lugar que alguém escolhe]. Propositadamente ou ao acaso, umas ficam, outras saltam diretamente para o caixote. E é nesta desarrumação que nos arrumamos todos. Vamos encontrando coisas inúteis [é verdade], mas quem sabe se não é por elas que nos vamos arrumando?

 

Estive a arrumar umas coisas. Pensei em deixá-las ficar onde estavam e mandar-me a mim para o lixo. Ao menos, não tinham ninguém que as desarrumasse mais! 

 

Carol

 

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25.Jul.17

Viver sem reconhecer caras...

Um dos livros que li recentemente [e sobre o qual escrevi aqui] conta a história de um jovem rapaz que sofre de prosopagnosia. Sim, também tive de repetir mentalmente e muito devagar: pro-so-pa-gno-sia. Nunca tinha ouvido tal palavrão. O livro fala desta doença de uma forma muito geral, sem entrar em grandes detalhes, aplicando-a na prática [no dia-a-dia de Jack, a personagem que se vê obrigada a viver com esta doença]. Fui à internet e fiquei espantada com a quantidade de informação [alguma certamente mais verdadeira que outra] que encontrei. Desconhecia completamente a prosopagnosia que é [muito sucintamente] a incapacidade de reconhecer rostos. Estranho, muito estranho. A determinada altura do livro, o Jack chega mesmo a comparar esta doença à cegueira, mas para caras. É uma doença que existe, contudo [mesmo depois de ter lido algumas coisas sobre o assunto] ainda hoje me parece totalmente irreal. Como é que não reconhecemos as caras das pessoas com quem vivemos? Como é que não nos lembramos da cara dos nossos próprios pais? Como é que num momento estamos a relacionar-nos com uma pessoa e, se ela virar a cara, no momento a seguir já não a reconhecemos? Faz-me alguma confusão, confesso. Nem sequer consigo imaginar como é viver assim porque, quando pensamos numa pessoa, a primeira coisa que nos vem à mente é a imagem do rosto dessa pessoa. Não conheço [que eu saiba] ninguém que sofra de prosopagnosia, mas não deve ser nada fácil viver num mundo onde não reconhecemos uma única cara. A prosopagnosia não tem cura, no entanto [tal como acontece com outras doenças] são encontradas formas de melhorar a vida dos doentes. Neste caso em particular, a melhor forma de lidar com a doença é utilizar técnicas que nos pemitam distinguir as pessoas. O Jack [que vivia a doença em segredo, sem contar à própria família] descreve as pessoas cada vez que as vê e define, para cada uma, uma característica física que tem como referência para, da próxima vez, poder identificá-la mais facilmente apesar de não a reconhecer através do rosto [aquilo que mais nos define]. O livro tem esse lado interessante na medida em que a personagem, sempre que se cruza com outra personagem, descreve-a e só assim a identifica. Deste lado, começamos nós também, como leitores, a reconhecer as personagens por determinadas características físicas que lhe são particulares. Entre algumas das pesquisas que fiz na internet sobre o tema, encontrei testes que qualquer um de nós pode fazer para verificar se é portador de prosopagnosia [chegam lá rapidamente, basta pesquisarem sobre o assunto]. Era uma doença que desconhecia. Nunca antes tinha ouvido falar sobre prosopagnosia e chamou-me a atenção. Talvez não seja a única, talvez já pudesse ter ajudado alguém, talvez vos possa alertar agora a vocês. Já conheciam esta doença? Conhecem alguém que viva [não dela mas] com ela? 

 

E, de repente, os problemas que tenho [que às vezes gosto de inventar, porque todos gostamos de inventar problemas] reduzem-se a nada [absolutamete nada] ao lado dos problemas de alguém que não reconhece uma única cara ao longo da sua vida...

 

Carol

 

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24.Jul.17

As Minhas Parcerias

Post em constante atualização. Espero eu. Para bem do blog [e da minha integração no mundo das vidas online].

 

As Minhas Parcerias nada mais são do que as "marcas" [com que me identifico e, consequentemente, identifico o blog] que, de alguma forma, contribuem para o desenvolvimento deste espacinho online. 

 

  • O Castor de Papel 

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http://castordepapel.blogspot.pt/

https://www.castordepapel.pt/

https://www.facebook.com/castordepapel

 

 

Se quiserem entrar em contacto comigo [porque sou bué profissional e posso escrever esta frase!] podem fazê-lo atravês do facebook, instagram ou email do blog [ itscarolblog@sapo.pt ]

22.Jul.17

Sobre a série 13 Reasons Why [sim, só agora!]

4 meses depois de todas as pessoas verem. 4 meses depois de todas as pessoas dizerem o que tinham a dizer. 4 meses depois de todas as pessoas terem uma opinião muito vincada sobre o assunto. 4 meses depois de estrear a série 13 Reasons Why [vista por todas as pessoas a quem me referi anteriormente] chegou a minha vez de ver e [já agora] ter alguma coisa a dizer sobre o assunto. Gostei. Não de tudo, mas gostei. Nunca li o livro [talvez pense em fazê-lo brevemente] por isso não posso comparar as imagens às palavras que deram origem à série. No meu ponto de vista, a série está realmente bem estruturada, isto é, a montagem do passado com o presente, a forma como passamos de um tempo para o outro, a ligação entre tudo e todos, a forma física como os tempos se transformam à frente dos nossos olhos. Apreciei bastante essa parte técnica que [e digo-o na ignorância de perceber pouco sobre o assunto] considero um dos segredos para o sucesso de 13 Reasons Why. Ainda que inconscientemente, talvez tenha sido esse o lado que pesou mais na balança e fez com que todas as pessoas [todas não, mas muitas delas] ficassem agarradas a esta série. Provavelmente, mais do que a própria história. Aí há algumas coisas com as quais discordo ou não gosto tanto. Para quem nunca viu [muito resumidamente] esta série tem 13 episódios, cada um deles destina-se a uma cassete que Hannah Baker gravou antes de se suicidar. 13 episódios, 13 cassetes, 13 razões que justificam o suicídio de Hannah. A controvérsia começa quando a serie relaciona temas como o suicído, a adolescência, o liceu e os jovens. Encarei 13 Reasons Why como um alerta, uma chamada de atenção para os jovens não desistirem ao primeiro obstáculo que encontram, para pedirem ajuda quando precisarem de o fazer, para nunca se sentirem sozinhos, para se ajudarem entre si e não o contrário. Não vi a série à procura de motivos que justifiquem pôr fim à própria vida [uma das maiores críticas feitas por parte dos cibernautas]. Acho, em alguns momentos dos primeiros episódios, que as razões que Hannah apresentava como sendo os motivos para se matar eram obviamente exageradas, mas isso só demonstra como ela não se encontrava emocionalmente bem e como era uma rapariga pouco estável [e com muita tendência para dramatizar]. O final deixa um caminho que pode ser explorado de muitas formas na próxima temporada [já confirmada e com estreia marcada para 2018]. Fiquei curiosa e até surpreendida por ter gostado. Apesar da forte carga emocional, principalmente nos últimos episódios, a série não é nenhum filme de terror e o drama que carrega está distribuído por cenas com intensidades muito diferentes. E voltamos à estrutura [que para mim fez toda a diferença]. Não, 13 Reasons Why não dá a ninguém 13 razões para cometer um ato como o suicídio. Quanto muito, esta série coloca em cima da mesa 13 [ou mais] razões para estarmos atentos a nós e a quem pode estar a precisar de ajuda.

 

Fico à espera da 2ª temporada. Aquela que todas as pessoas irão ver 4 meses antes de mim. Gosto de deixar a poeira assentar e poder ver tudo ao meu ritmo. 

 

Carol

 

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21.Jul.17

As amizades acertam-se com o tempo

Este post só faz sentido hoje. Porque é sobre amigos. Porque ontem foi o dia deles. E muitos amigos só devem ter percebido isso hoje. Sabem como é, os amigos atrasam-se [vocês são amigos e sabem disso]. Essa característica devia constar na definição de amigo ["aquele que tem com alguém uma relação de amizade"]. Por isso, um dia depois, aqui estou eu [como boa amiga que sou] a escrever sobre o dia dos amigos. Os amigos não cumprem horários [e muito menos regras]. Os amigos [para além de chegarem atrasados a tudo aquilo que é combinado] fazem-nos perder a noção do tempo. Esquece aquele amigo que te faz olhar para o relógio, foca-te naquele que te faz esquecer das horas. É essa a diferença entre um amigo e um conhecido. Com os conhecidos, fazemos a chamada "conversa de circunstância". Com os amigos, fazemos a circunstância e deixamos de lado a conversa. E não importa o número de amigos que tens [dessa conta trata o facebook], importa o amigo que [mesmo não tendo relógio] vai tentando adivinhar as horas que te fazem feliz e os minutos em que mais precisas de um abraço. As amizades não se constroem em segundos, mas acertam-se com o tempo. Essa é a melhor prenda que podemos dar a um amigo: tempo. O nosso, o dele e o que partilhamos. Sim, os amigos atrasam-se. Às vezes, atrasam-nos. Mas quando chegam, vêm para ficar. E [se tiveres os melhores amigos do mundo] vais perceber que vale sempre a pena esperar. Aprende, para um amigo o "estou aí em cinco minutos" sempre será "podes esperar sentado, o telemóvel ainda está a carregar e depois ainda vou tomar banho". Nada de mais. E, mesmo que nem todos os amigos sejam assim, há um [pelo menos um] que nunca chega a horas. Ele é que está correto. Os amigos não têm pressa. Há uma mensagem a reter: os amigos não picam o ponto, eles picam-te a ti.

 

Aqui está, um dia depois. Para não quebrar a pontualidade das melhores amizades. 

 

Carol

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