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Pintaram a baleia de cor-de-rosa

Já devem ter ouvido falar no mais recente [e polémico] jogo online intitulado "Baleia Azul". Coitado do animal. Não merecia ser difamado assim, através de um jogo que [pelo que também ouvi falar] passa por diferentes etapas [como marcar letras, símbolos e palavras na corpo através de cortes] e termina com o suicido. Jogo muito estranho este. E pelos vistos há quem jogue a isto. O problema é quando o jogo termina, tudo o resto termina também [quando digo tudo, é tudo mesmo]. Conhecem aquele tipo de jogos em que temos um determinado número de "vidas" [que representam as vezes que podemos perder] e, à medida que vamos avançando de nível, as vamos perdendo ou ganhando? Aparentemente, agora o principal objetivo é perder a nossa própria vida. Parece [e é] inacreditável [e coitada da baleia azul que nada tem a ver com isto!]. Por isso, li há pouco, foi criado um novo jogo. Pintaram a baleia de cor-de-rosa e mudaram o objetivo: apelar à vida. Bem, ao menos, este jogo dá mais vontade de conseguir passar de nível [e as etapas são muito mais apelativas]. Agora [deixando as baleias de parte] pensem comigo: não é muito melhor não jogar a jogo nenhum e viver as etapas que a vida [real] tem para ultrapassarmos? O ser humano gosta mesmo de complicar! Já basta o que vivemos offline. Este jogo [que jogamos todos, uns melhor do que outros] chamado "Vida" [umas vezes azul, outras vezes cor-de-rosa] também tem níveis e há um que ainda ninguém conseguiu passar. Deixem as baleias em paz e joguem o vosso próprio jogo.

 

Às vezes, bem que precisava de uma ajudinha para passar uns níveis,

 

Carol

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[e dar like na página de facebook do blog, não?]

O que ando a ouvir [#4]

Fim-de-semana com mais um dia [e espero que com bom tempo!]. É para aproveitar e [em casa ou em passeio] renovar a playlist. Dou-vos as minhas sugestões [e aceito as vossas em troca]!

 

Richie Campbell - Heaven
[O Richie não desilude e esta música nova que acabou de lançar é daquelas que acompanham bem com um bom pôr-do-sol]

Luis Fonsi, Daddy Yankee - Despacito ft. Justin Bieber
[Um sucesso sem Justin. Um sucesso maior com Justin. E olhem que o rapaz até faz o esforço de cantar em espanhol]

Carolina Deslandes - A Vida Toda
[Que letra doce. Que vídeo lindo. Que melodia tão boa. E o bebé, aiii!]

Ed Sheeran - Dive
[Quanto a este novo álbum do Ed Sheeran, sugiro que oiçam todas. Todas mesmo.]

Mia Rose - Sussurro ft. D.A.M.A
[Sussurro-vos que esta vai ser um sucesso. É muito mais do que um sussurro]

 

[enquanto ouvem bem alto estas novas sugestões, podem passar na página de facebook do blog e deixar o vosso gosto]

Escrever à mão [ainda sabem como isso se faz?]

Estive de férias da faculdade durante três semanas. Retomei [supostamente] a rotina de estudante universitária hoje. É sempre difícil voltar a acordar às 6 da manhã todos os dias, mas nem tudo é mau [aliás, pouca coisa é má, tirando o facto de já não poder passar o dia sem fazer nada]. E depois destas três semanas voltei a escrever à mão. Não sei se já vos aconteceu [a mim acontece-me sempre que passo alguns dias sem pegar numa caneta para escrever num papel] sentirem que não sabem escrever. As palavras das últimas semanas [porque as tenho sempre] escorregavam dos dedos para o teclado e já não estavam habituadas a ser desenhadas numa folha de linhas. Sinto sempre [em dias como o de hoje] que voltei ao primeiro ano. Que não sei escrever e que, de repente, a minha letra passou a ser a letra mais feia de todas as outras dos cadernos do lado. E, uns minutos depois de escrever [e de parar de pensar que a letra está horrível], volta a sensação de que escrever à mão é a melhor coisa do mundo. Um desenho único e que [mesmo que desajeitado] nunca poderá ser substituído pela musicalidade das teclas de um computador. Cada vez escrevo menos com a caneta. E não gosto disso. É mais prático e talvez fique mais bonito utilizar uma folha do word, mas não há nada como a emoção de desenhar a nossa letra [mais feia ou mais bonita] numa folha em branco. É a nossa letra e eu ainda me lembro de reconhecer as pessoas através das letras [estou a referir-me aos bilhetinhos que todas as crianças escrevem nas salas de aula e passam umas para as outras secretamente com aquele entusiasmo inocente que só quem está a fazer a coisa mais ilegal do mundo sente]. Escrevam à mão. Uma vez por outra. Nem que seja apenas para deixar um recado [ou para ver se a tinta da caneta não secou]. Mas não deixem o desenho cair no esquecimento. E continuem a reconhecer as "vossas" pessoas através dos desenhos delas [alguns mais desenhos que letras]. É tão bom ver a tinta da caneta chegar ao fim.

 

Se criasse um blog em papel, acompanhavam?

 

Carol

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Os limites de velocidade que também a liberdade tem

No dia 25 de abril de 1974 Portugal pôs fim à ditadura e conquistou a liberdade. Uns dias antes e uns anos depois [em abril de 2017 e dentro de um regime livre] eu conquistei uma liberdade que há muito queria alcançar. Tirei a carta de condução [desculpem se estavam à espera de outro feito maior]. Agora, livremente [e legalmente] já posso andar por aí sobre rodas [e com as mãos no volante]. Era um passo que sentia necessidade de dar e uma porta que precisava de abrir [a do carro e a do mundo dos crescidos a que pelos vistos estou cada vez mais a pertencer]. Têm na vossa mente a imagem da espingarda com o cravo vermelho? Neste momento, é exatamente essa a minha imagem [só têm de trocar a espingarda por um volante e o cravo pela licença de condução]. Ainda me estou a adaptar a esta nova liberdade. Aos sinais intermitentes da nova conquista, aos quilómetros na direção do desconhecido, às curvas que impõem respeito. Às mudanças [literalmente!]. E aos limites de velocidade que também a liberdade tem. A liberdade é feita de longas viagens. Eu estou agora a começar a conduzir na minha própria viagem e a dar continuidade à liberdade que quero para o resto do caminho. O carro há-de ir abaixo, a velocidade ainda será reduzida, as rotundas serão feitas na desconfiança e as travagens ainda exigem um bom capacete. Porque a liberdade aprende-se [e tem regras, tal como o código da estrada que muitos condutores esquecem]. Agradeço por conhecer Portugal como um país livre [e com alguns condutores livres demais]. Em 1974, tivemos bons condutores na saída de um regime com poucos sinais verdes e ainda melhores na entrada de uma estrada com outro tipo de sinalização. Em 2017, creio que continuamos a ter uma condução segura [eu estou a fazer por isso].

Só mais uma coisa para aqueles que estão habilitados a conduzir, somos livres [e ainda bem], mas não é preciso exagerarem tanto no uso da buzina dos automóveis [é que ainda me estou a habituar à liberdade das estradas portuguesas e às buzinadelas livres que por aí se ouvem]. Portanto, se me virem por aí, não buzinem [limitem-se a facilitar-me a passagem que eu agradeço].

 

E a vocês [cidadãos livres] que liberdades ainda vos faltam conquistar?

 

Carol

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Futebol para polícias

Interessantes estes últimos jogos de futebol. Pouco percebo sobre o assunto [é verdade], mas prefiro arriscar levar um cartão vermelho a ficar no banco. E esqueçam lá os clubes [eu nem sequer sou de nenhum] porque não é sobre eles que escrevo. Já repararam como o futebol está a sofrer uma reviravolta? Os jogos são agora feitos para a Polícia. Sempre que há jogo, os polícias reúnem-se [e não são poucos]. Fardados e armados [e com tudo a que têm direito]. São mais contidos e silenciosos do que as claques do futebol que em tempos assistíamos. Mas são as novas claques. Não acho nada mal que os polícias se reúnam para ver futebol [para o que trabalham, merecem um bom momento de descanso] e é por isso que acho injusto quando os incomodam. As televisões. Experimentem ligar a televisão quatro ou cinco horas antes de começar um jogo de futebol [minimamente importante] e o que vão ver são polícias [em grupos bem grandes]. Coitados dos homens [e mulheres] que agora já nem se podem reunir com os colegas para assistir a uma boa partida de futebol [sem correr o risco de uma perna ser a única coisa partida que veem]. Espalham jornalistas por todos os cantos dos estádios, tudo para que possamos ver os polícias a caminharem em direção à entrada. É estranho. O futebol de que ainda me lembro não era assim. Lembro-me de os polícias irem assistir. Não tão contidos ou silenciosos e muito menos fardados e armados. Antes iam equipados para apoiar a sua equipa. E não eram só polícias. Eram pessoas. Muitas pessoas que viviam o futebol. Que se armavam de esperança por uma vitória e disparavam gritos de apoio. Levavam um cachecol e um coração empolgado. As armas de que uma boa claque se munia. Mas agora as coisas estão diferentes. As armas são outras. Tenho saudades do futebol que fica no estádio e que só quer ver a bola dentro da baliza. Saudades de olhar para as claques e ver pessoas, não polícias. 

 

E eu já não sei se não percebo nada de futebol ou se não percebo nada de pessoas,

 

Carol

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