Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cinco estrelas para o dois de Diogo Piçarra

Saiu hoje [estava ansiosa para ouvi-lo]. O novo álbum do Diogo Piçarra tem o nome de "do=s". Não acompanho o Diogo desde o início do seu percurso, mas tenho vindo a descobri-lo aos poucos [e estou a gostar bastante]. Ele é um bom exemplo de que o trabalho, a persistência e o talento [porque o tem, claro] nos levam onde quisermos chegar, mesmo num país tão pequeno onde a música nem sempre tem o valor que merece. Mas as coisas estão a mudar e os portugueses estão [felizmente] a gostar e a apoiar cada vez mais a nossa música. O Diogo Piçarra, vencedor de um talent show, é um dos artistas que tem feito parte desta nova fase da música portuguesa e penso [a bem dizer, tenho a certeza] que está a conseguir deixar a sua marca. [ainda] Nunca vi um concerto ao vivo do Diogo, contudo acho que tenho de tratar disso rápido [ainda para mais depois do lançamento deste álbum]. Já escolhi as minhas músicas preferidas [mas isso, deixo ao vosso critério].
Se tiverem oportunidade oiçam [e deem uma oportunidade aos artistas portugueses]!

 

 

Parabéns, Diogo [este dois está cinco estrelas]

 

Carol

Gostamos de falar um bocadinho [demais]

Falam, falam, falam e não dizem nada [até dizem algumas coisas de vez em quando]. Partilhei um espaço de estudo com três raparigas [e outras pessoas, mas estava mais perto delas]. Quando cheguei e espalhei o meu material de estudo em cima da mesa, elas estavam acompanhadas por dois rapazes, a terminar um trabalho pelo que percebi. Em menos de 10 minutos, eles foram embora e deixaram-nas como queriam: a conversar. Juro que não fiz por estar a ouvir a conversa, mas era inevitável [elas não estavam a falar assim tão baixo e não estávamos assim tão longe]. Queriam ir passear [deviam ser 16h, só para vos situar]. Queriam muito sair, apanhar sol e aproveitar o bom tempo. Queriam ir por ir. Mas não sabiam onde. Estiveram em todos os miradouros de Lisboa e desistiram de todos, passaram pela hipótese de ir à praia e acabaram a fazer pesquisas na Internet. Uma só queria um lugar onde houvesse comida. A outra voltou a insistir com a praia [por momentos acreditei mesmo que fossem dar um mergulho e arrepiei-me, não está assim tanto calor!]. E nunca se calaram. Na falta de sítios para apanhar sol, haviam ideias iluminadas [como a ideia da praia]. E palavras, tantas palavras. De cada vez que [pensava eu] já tinham escolhido onde ir, mudavam de assunto e de sítio. Nada era suficiente. Depois perceberam que os minutos estavam a passar, o que as fez desistir de alguns lugares que estavam nas primeiras opções. E a que tinha fome, continuava a querer ir comer [se bem me lembro, repetiu várias vezes que lhe apetecia um creme de nutela]. A outra continuava a querer ir à praia [mais um arrepio!]. Deram a volta à cidade sem sequer se levantarem das cadeiras. Depois, lá olharam para o relógio. Às 17h [em ponto] levantaram-se sem nenhuma decisão tomada. Devem ter ido a decidir pelo caminho. Fiquei curiosa se conseguiram chegar a alguma conclusão. Se a rapariga conseguiu matar a fome [e a gulodice], já que a praia foi negada por várias vezes a uma das outras. Calada, cansei-me só de as ouvir. E percebi que falamos muito. Nós, mulheres. Os homens também. Mas, a nós, ninguém nos vence. Falamos, falamos, falamos e não dizemos nada [de jeito, às vezes]. Se me convidassem, era capaz de ir com elas. Apanhar sol. E falar [mais um bocadinho]. No fundo, acho que era mesmo só isso que elas queriam. 

 

Fiquei a vê-las ir [provavelmente, cada uma para a sua casa]. E não foram caladas.

 

Carol

O refeitório da minha universidade

Os meus últimos dias têm-se resumido muito a estar na universidade [para não dizer: viver na universidade]. Sou das primeiras a chegar [sempre que os transportes cooperam] e muitas vezes fico até ao fim [tipo, final da tarde/início da noite]. Que eu saiba, não há nenhuma competição a decorrer para "Quem passa [e se passa!] mais tempo na universidade", mas se houvesse eu ficaria num lugar do pódio, podem ter a certeza. O que quero dizer com tudo isto é que passo o dia aqui [estou , claro!]. E, como já disse, estou cá muito tempo por isso tenho de me entreter com alguma coisa [um universitário também merece entreter-se, mesmo que tenha de o fazer na universidade]. Por exemplo, a hora de almoço é algo que me entretém. Almoço no refeitório e é uma das partes do dia que mais gosto. Primeiro, porque é a hora de almoço [quem é que não adora uma boa hora de almoço?!] e segundo porque no refeitório é onde todas as pessoas [com fome] se reúnem. Os alunos, os professores, os funcionários e até pessoas que não pertencem à universidade [sim, as refeições aqui são muito boas]. É um ambiente diferente. As conversas saltam de tabuleiro em tabuleiro. Os talheres apoiam os mais esfomeados e misturam nos pratos diversas nacionalidades. Bebem-se novos vocabulários e provam-se diferentes dialetos. As idades juntam-se numa salada de frutas e no fim todos se conhecem, desconhecendo-se tanto. Aquele refeitório é um mini aeroporto. Cada um viaja para o seu destino, transporta tudo o que precisa para que nada falhe durante a viagem e ali para [porque tem mesmo de ser]. A agitação é semelhante à de um aeroporto [transportam-se menos bagagens, só isso]. E ninguém tem vergonha de mostrar quem é, de onde é e como é [porque está com fome e porque todos os outros também estão com fome para dar importância a "descriminaçõezinhas"]. Neste refeitório, anda tudo a viajar na maionese. Que é como quem diz [porque somos muito saudáveis], anda tudo a viajar na ementa do dia. 

 

Têm de vir cá almoçar [e viajar um bocadinho],

 

Carol

Avenida Q [todos vivemos numa]

Fui ao teatro ver a Avenida Q. Queria tanto ir [há tanto tempo!] e estava a ver que já não conseguia arranjar bilhetes [mas falhar a esta peça estava completamente fora de questão]. Por todas as entrevistas que vi na televisão e na internet, pelos atores, por tudo o que "se dizia por aí", pela história, pela originalidade... sei lá, tudo me cativava [e tudo fez com que criasse demasiadas expectativas, admito]. Lá consegui arranjar companhia e dois bilhetes [não foi nada fácil], mas valeu a pena [aliás, valeu a galinha inteira!]. Confesso que estava ansiosa [tinha depositado muitas expectativas na peça, não era difícil sair de lá dececionada]. E desde o primeiro momento [logo logo desde o início] que percebi que a peça era mil vezes melhor do que o que estava à espera. Vocês sabem quando têm a sensação que tudo está no lugar certo [e que não falta mais nada]? Foi essa a sensação com que saí do teatro. Os atores [quero muito falar sobre eles, mas já lá vamos], o cenário, as músicas [e a banda, claro], as piadas [mesmo no timing] e tantas outras coisas que podia enumerar como o melhor do espetáculo. Uma das "coisas" que aumentava a minha curiosidade, a partir do momento em que vi a peça ser apresentada, eram os atores. Conhecia todos [uns melhor do que outros], gostava de todos e dos projetos que têm vindo a fazer em televisão ou no teatro, mas não pude deixar de ficar surpreendida. Representam e cantam que se farta! Fiquei completamente estupefacta com algumas vozes [acho que deviam apostar seriamente em fazer um CD com todas as músicas da peça, eu comprava]. E também comprava as personagens para poder trazer para casa [o que me ri com elas!]. Claro [e apesar de nem ter pensado muito sobre isso antes de ver] que a história transmite uma mensagem [que eu não vos vou contar porque isso tira a piada toda]. Só vos digo: vivam sempre o "já" que a vida vos dá e vão já ao teatro ver a Avenida Q [termina dia 2 de abril, por isso apressem-se e levem a família, os amigos e os conhecidos]. Saí com vontade de voltar e levar todas as pessoas que conheço que precisam de rir [e de viver o "já"]. Vivemos todos numa Avenida Q [às vezes só não queremos dar por isso]. 

 

 

 Cada vez gosto mais de ir ao teatro,

 

Carol

Caso ainda não tenham percebido, fomos roubados

Uma hora a menos. Esta noite, assim que nos apanharam distraídos, levaram-nos uma hora. Vocês não deram por falta dela nos relógios aí de casa? Não é justo. Esta manhã, tínhamos duas opções: dormíamos menos uma hora [para acordar à "hora do costume"] ou [para compensar a hora perdida] dormíamos até mais tarde. Que confusão de horários. Logo hoje que precisava de mais uma hora no dia [para estudar e preparar a semana tão aborrecida que aí vem]. Enfim, tiram-nos 60 minutos e oferecem-nos um domingo invernoso. Não é uma troca justa. Já que os dias "ficam mais longos" e que anoitece mais tarde, então que seja para aproveitar o sol e o bom tempo [caso contrário peço que devolvam a hora que nos levaram]. E era muito mais fácil se nos organizássemos de outra forma. Já que oferecemos a hora, então que possamos escolher o dia. Hoje [já disse] não me dava jeito nenhum. Podíamos ter combinado para outro dia. Mas pronto, as coisas resolvem-se. É acertar o relógio [aqueles que ainda não se acertam sozinhos], vestir a roupa mais quente e [se for possível] não sair de casa. Não é complicado, mas não deixa de ser chato apanhar assim uma pessoa desprevenida. Admito, fui apanhada em cima da hora [quando já não havia hora para estar em cima].

 

Não se esqueçam de acertar os relógios [porque acertar com a hora hoje vai ser difícil!]

 

Carol

Pág. 1/5

Quem sou eu?

imagem de perfil

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D