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O amor, o tempo e a morte

Dia de carnaval. Sem aulas, com um pijama quente e a preguiça que só quem sente entende. Despachei o estudo [como quem despacha uma visita indesejada] e escolhi um filme para ver. Confesso-vos que andava há dias a querer ver "Collateral Beauty" e hoje foi a minha primeira opção. Que filme tão bom para vermos no quentinho da nossa cama, no conforto de uma boa manta ou na despreocupação do nosso sofá. Vi-o sozinha na escuridão que melhor consegui arranjar para o meu quarto. Mas tive companhia. E fez-se luz. Porque a história é tão acolhedora e iluminada. Tão real e tocante. É o amor, o tempo e a morte [sem dúvida!]. E é tantas outras coisas que nos preenchem o coração e nos enchem de esperança. É ver sempre a beleza colateral das coisas, das pessoas e de tudo o que nos rodeia. Se ainda não viram, recomendo-vos a verem [a beleza colateral e o filme]. Onde quiserem, com quem quiserem e como quiserem. Mas vejam. E apreciem [comovam-se se vos apetecer]. É uma história que se aproxima de nós. Eu senti-me tão perto dela.

 

[não falei sobre a banda sonora, mas destaco uma música que podem ouvir e ver videoclip: Let's Hurt Tonight - OneRepublic]

 

Hoje foi em modo lamechas,

Carol

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O melhor é não tomarmos nada como garantido. Nem nos Oscars nem em lado nenhum!

É o assunto do dia e nem mesmo os mais distraídos podem dizer que não ouviram falar sobre ele. Não vi os Oscars em direto [o despertador toca sempre às seis da manhã e contra isso não posso fazer nada], mas confesso que me despachei mais rápido esta manhã só para me conectar ao mundo e [adivinhem!] saber como correu a tão esperada cerimónia da noite [madrugada, quero dizer] anterior. Deixei-me levar pelo scroll irresistível do instagram e a ordem do que vi foi a seguinte: os vestidos [em primeiro, claro], as marcas [dos vestidos, dos acessórios, da cerimónia...], as polémicas, as piadas e os prémios [no fim, sim]. Ah, para além dos Oscars, vi também muitas fotos do carnaval brasileiro, mas isso agora não é para aqui chamado. 
A verdade é esta: cerimónia que é cerimónia, tem de ter alguma polémica. Acontecimento público [público e mundial] que se preze tem de envolver "bons" momentos para serem debatidos [sempre por quem percebe mais do assunto]. O momento de destaque da noite de ontem, encontrei-o no meu scroll matinal, nas rádios a caminho da faculdade e nas bocas dos que estão sempre em cima do acontecimento [era desses que vos falava há pouco]. Parece que houve uma grande confusão com a entrega do Oscar de Melhor Filme. Anunciado o suposto vencedor já se faziam os discursos de agradecimento quando o "mundo" parou incrédulo e viu ser anunciado o verdadeiro vencedor do Oscar. Não sei bem o que vos dizer sobre isto, foi tudo uma grande baralhada isso sim! Aconteceu [e não devia ter acontecido], mas agora não há nada a fazer. Deixem lá em paz o Warren Beatty e a Faye Dunaway que os erros acontecem [mesmo numa cerimónia tão preparada para que nada falhe]. Devemos tirar disto algumas lições importantes. Digo-o com sinceridade porque depois de todas as criticas que li e ouvi sobre o momento houve uma que ficou retida na minha memória: "é por isso que nunca devemos dar as coisas como garantidas". Foi dito [e bem!] por uma daquelas pessoas que já vos falei há pouco Sim. Mesmo quando nos anunciam como vencedores. Mesmo quando aceitamos a vitória e a celebramos efusivamente no calor do momento. Mesmo depois de festejarmos tudo o que havia para festejar. Dizem-nos que foi em vão. Que não havia motivo para festejo. E que, afinal, nem somos vencedores. Não vos aconteceu já? Não é preciso ir aos Oscars para perceber isso. Portanto, não tomemos nada como garantido e vamos aprender a viver o momento. Mesmo que festejemos ao engano, nunca será em vão. Porque para nos considerarem vencedores [num único segundo que seja] é porque fizemos algo de muito bom para que chegássemos lá perto. 

 

Carol

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Andamos sempre à procura do nosso carro alegórico!

Seguem-se quatro dias de pura animação. Começou hoje e estende-se até terça uma época do ano pela qual não tenho especial apreço. É engraçado ver as crianças vestirem-se de alguém ou de alguma coisa que vão [pensam elas] ser no futuro. Gosto dos vestígios que ficam nas ruas depois destes dias. Há um especial sentido de humor no ar misturado com as serpentinas. Mas o carnaval já não me diz muito e se é para falar sobre ele então que seja sem máscaras. Pensem lá comigo, não nos mascaramos o ano todo? Temos fatos para tudo, reparem. Vamos trabalhar e escolhemos minuciosamente a roupa que achamos que nos vai favorecer e tornar o dia menos entediante, penteamo-nos e [para os mais profissionais nesta coisa das máscaras] maquilhamo-nos. Saímos à noite com um grupo de amigos e só fica mesmo a faltar o carro alegórico porque o tema dos fatos é igual para todos. Uma ida ao ginásio ou um momento mais desportivo também exige alguma destreza na escolha da roupa. Até para dormir temos um fato a que damos o nome de pijama [eu chamo-lhe assim], preocupamo-nos em manter o cabelo numa desordem total e em calçar a coisa mais prática que tivermos por perto [mas é talvez a máscara mais barata]. Às vezes lá decidimos dar uma folga às máscaras elaboradas e optamos por uma coisa mais alternativa e despreocupada [estou a falar daqueles domingos em que saímos de casa só por obrigação durante cinco minutos]. Arrisco-me a dizer que o carnaval faz uma pausa nesta altura. Aproveita-se de nós e esquiva-se para o roupeiro enquanto dá lugar à imaginação dos mais criativos. Porque os outros [esses que não gostam de folgas] continuam à procura do carro alegórico que os transporte para um carnaval da vida. É o carnaval que vivemos todos. E, sem dar por isso, vestimo-nos sempre de alguém ou de alguma coisa que vamos [pensamos nós] ser no futuro [e o futuro podem ser os próximos cinco minutos em que só queremos dormir!].

 

[lembrei-me agora, andar nu também pode ser uma boa máscara!]

Carol

 

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Não sei o que é uma vida normal. Nem quero saber.

Ainda estou em modo de adaptação ao blog. Tenho algumas ideias, aproveito umas, elimino outras [é o que fazemos sempre, certo?]. Mas quero [e vou] sempre escrever o que sinto que tenho de escrever. Nem de longe nem de perto quero tornar isto um espaço monótono e secante, aliás o que me levou a criar o blog foram exatamente todos os momentos desajustados que acontecem [e penso que acontecem a todos nós] durante o dia. Às vezes pergunto-me se estou a ser filmada para os apanhados ou se a minha vida é mesmo muito diferente das "vidas normais". Mas, logo a seguir, chego à conclusão que as "vidas normais" são uma seca [e que, se estiver mesmo a ser filmada, vão apanhar sempre o meu pior ângulo]. O que é que uma rapariga de 18 anos que anda no primeiro ano de faculdade tem para contar que seja tão interessante? Não sei. A sério, não sei mesmo. E sei que é arriscado não saber. [Lá está esta minha mania dos trocadilhos. Vão ter de se habituar!]  

Quero escrever. Quero sempre escrever. Sobre tudo o que gosto e algumas coisas que não gosto. Contar-vos histórias que crio e apresentar-vos personagens que não sei bem de onde surgiram [mas que fazem parte de mim como se fossem da família]. Revelar-vos os meus [pequenos] vícios dos tempos livres [e não só!]. Desabafar sobre o que não posso guardar sempre para mim. Comentar e aconselhar [e quero que me aconselhem também].

Sim, tenho 18 anos e muita coisa para aprender ainda. E, se não tenho nada para contar de interessante agora, então quero aprender a ter algum interesse daqui a uns anos. 

Ah entretanto, se aparecer nos apanhados, eu aviso-vos!

Encontramo-nos por aqui, vão aparecendo.

 

Carol

O que é que se escreve no primeiro post?

A pressão de um primeiro post. Sinto-a mesmo aqui. Faz peso nos meus dedos e empurra-os para carregarem na tecla errada [têm de me desculpar se cometer algum erro, sou principiante nisto!].
Sejam bem-vindos a um espaço que decidi criar hoje [na verdade é algo que tenho andado a adiar!]. Chamo-me Carolina, tenho 18 anos e estou no primeiro ano do curso de Comunicação Social e Cultural. A paixão pela escrita, a leveza que sinto quando deixo que as palavras digam tudo o que sinto, por vezes até mais, a vontade de querer conhecer sempre mais do mundo que me rodeia... tudo isso [e mais algumas coisas] fez-me querer partilhar convosco, neste espaço, um pouco do que sou.

O dia-a-dia, os momentos, os problemas [sim, todos os temos], as coisas boas [adoro esta expressão que todos usamos!], os tempos livres [porque também os mereço!], os dias que deviam ter 25 horas, o humor, as paixões, as histórias... quero muito que não haja um limite de coisas sobre as quais possa escrever. Porque isto é mesmo assim. Imprevisível, descontrolado e surpreendente. Sem limites. Isto é a vida [e acho que todos temos uma, por isso penso que se identificam!].

It's Carol é de mim para todos. Sou eu. Gostava que me conhecessem e que deixassem que conhecesse um pouco de vocês [sim, tu mesmo que estás a ler isto desse lado].

Espero poder contar convosco. Disfrutem!

Carol

 

ps: lembram-se da pressão que vos falei no início? Já foi. Mas costuma voltar. Sempre que não preciso dela!

 

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