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19 anos [a viver nas alturas]

Dia 6. 19 anos. Faço 19 anos [yeah!]. Como é que me sinto por fazer 19 anos? Não sei bem. Em criança [não agora, mas quando tinha realmente idade para ser criança] imaginava uma Carol diferente com 19 anos. Do género: adulta, trabalhadora, dedicada a uma vida independente... sei lá, agora que penso nisso acho que até me imaginava casada e com filhos [enfim, sabem como são as crianças!]. Mas agora já não imagino nada. Chega até a ser estranho quando me perguntam a idade [hesito sempre uns segundos antes de responder]. O último ano, aquele de que tenho mais memória, foi diferente dos outros e foi especial. Eram 18 anos. Sempre quis fazer 18 anos [e de repente, já passaram]. Aproveitei ao máximo, disso não tenho dúvidas. Não fiz tudo o que tinha idealizado porque nem sempre as coisas correm como nós queremos. E ainda bem. A imprevisibilidade, a mudança de rumo das coisas que achamos que conseguimos planear... isso faz parte da vida. E é algo que tenho vindo a aprender [a idade não perdoa e parece que vamos mesmo aprendendo alguma coisa a cada vez que lhe adicionamos mais um número]. Mas houve outros rumos que me levaram por caminhos ainda melhores do que tinha planeado. E disso não me posso queixar. Se até aos 17 anos tinha sido uma pessoa feliz, aos 18 renovei o meu conceito de felicidade e consegui ser ainda mais feliz. E se tivesse uma conversinha com a criança Carol talvez a desiludisse. Não, não trabalho, mas estou a tirar o curso dos meus sonhos para que um dia tenha a profissão que mais me faz feliz. Não, não sou adulta como os adultos que andam por aí sempre preocupados com coisas que as crianças [como eu] não percebem. Quanto à vida independente, não tenho pressa, felizmente [os pais adultos dão-me a independência que preciso para continuar a viver dependente do amor que tenho por eles e por toda a minha família]. E não, não sou casada e muito menos tenho filhos. Mas há coisas que não mudam. Continuo a preferir um bom par de ténis a uns saltos altos e nada troco por passar uma noite em casa a ver a novela ou a ler um livro [disto ela, a criança, ia ficar orgulhosa]. E continuo a sonhar. Algumas vezes alto de mais. E é nas alturas da vida [e dos sonhos] que quero viver para sempre. É lá que ainda está a criança Carol de antes, a de agora e a de amanhã. Os anos também passam por lá e de vez em quando pedirão para que desça ao andar de baixo. De elevador [quando estou com tempo], de escadas [quando é uma situação emergente]. Mas não tenho medo de alturas [mesmo que deteste desportos radicais]. Porque não teria graça nenhuma ter descido de lá para me tornar na adulta Carol que me imaginava. Tenho 19 anos [ainda que isso me soe estranho]. Sou diferente do que imaginava, mas mais feliz do que poderia pensar que era possível. É uma data especial. E que se repita, todos os anos aqui nas alturas [porque, para além de tudo, é daqui que se vê o melhor pôr-do-sol... como adoro o pôr-do-sol, sabiam?]
 
Parabéns para mim [que também tenho direito]! Que o conceito de felicidade esteja em constante atualização e que a versão seguinte seja sempre melhor do que a anterior [mais ou menos como nos telemóveis]!
 
Hoje, deixo-a assinar por mim,
 
[criança] Carol

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