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Às páginas tantas [#3]

O primeiro livro que recebi da Editora O Castor de Papel foi Corações na Escuridão de Laura Kaye. Nunca tinha lido nada desta autora e por isso confesso que não tinha qualquer expectativa formada. Corações na Escuridão é uma história apaixonante e peculiar entre duas pessoas, Makenna e Caden, que se conhecem num elevador avariado e totalmente às escuras. A verdade é que os protagonistas começam a conhecer-se sem nunca sequer se terem visto pois, exatamente no momento em que Makenna entra no elevador, este avaria e deixa-os durante horas na escuridão total. Makkena e Caden dão então início a uma conversa que os apresenta e revela muito mais de cada um do que qualquer outra conversa às claras conseguiria revelar. E é na escuridão que os protagonistas se apaixonam, mas também é na escuridão que se escondem os seus medos e segredos. Estarão os seus corações preparados para amar de luzes acesas? E a história que cada um deles tem para lá daquele elevador? As marcas na pele de Caden, as suas tatuagens, decidirão o futuro daquela relação? Estas são apenas algumas das perguntas que levantamos durante a leitura e para as quais havemos de encontrar respostas [não para todas, mas para algumas]. É uma leitura fácil e até rápida, boa para depois de um mergulho. Fica ainda muito por dizer e é por isso que já estou curiosa para ler Amor às Claras, a continuação [com luz] de Corações na Escuridão.

 

Às páginas tantas, o mundo seria muito diferente se nos conhecêssemos todos às escuras [não necessariamente em elevadores avariados].

 

Carol

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[se tiverem sugestões de leitura, não se inibam de as partilhar comigo através do facebook ou do instagram do blog]

Aqui. Sem rede. Com muitas ligações.

Aqui não há wi-fi e a rede móvel é pouca, mas as pessoas conectam-se de outras formas. Aqui as redes sociais ligam-se à sombra de uma árvore ou na mesa de um café local e as partilhas passam por memórias do passado e reencontros no [e do] presente. Aqui os dias recarregam as baterias e viciam-nas na intensidade com que tudo acontece. Aqui a memória nunca está cheia porque há sempre espaço para mais. Aqui tudo acontece em tempo real, até no replay das almas mais nostálgicas e nas pausas a que a vida obriga. Aqui veem-se as estrelas no céu e favoritam-se as noites quentes. Aqui partilham-se histórias e gosta-se de pessoas. Aqui a calma é o melhor filtro para as rotinas que se cumprem devagar. Aqui a vida não se desliga, vive-se vagarosamente, ao ritmo que tem de ser. Aqui o tempo não anda atrás do tempo que se vive fora daqui. Aqui estamos longe de muito, mas perto de tanto. Aqui é diferente porque só assim faz sentido. Aqui as ligações fazem-se sem fios porque os corações não se ligam uns aos outros através de cabos. Aqui não há wi-fi e a rede móvel é pouca, mas as pessoas conectam-se de outras formas.

 

Escrevo daqui. Com a bateria carregada, a memória cheia e outras redes que também fazem falta. Porque é importante irmos desconectando para ficarmos realmente conectados.

 

Carol

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 [conectem-se no facebook e no instagram do blog]

Quando as nossas memórias não cabem na memória do nosso telemóvel

A memória do meu telemóvel está constantemente cheia. Cheia de outras memórias que me dizem mais [muito mais] do que alguns gigas de que preciso para imortalizar um momento. Não é que ache que as memórias só cá ficam se forem registadas, mas há fotografias que pintam com cores nítidas as nossas recordações e as tornam muito mais próximas de nós. O verão enche-nos a alma e [pelo menos a mim] a memória do telemóvel. Por mais que passe tudo o que tenho para o computador, uns dias depois já não tenho espaço para nada. Será assim até ao último pôr-do-sol. Porque gosto de ir guardando [enquanto não sou obrigada a apagar] os sorrisos que ficam, as cores que cobrem os dias longos, as paisagens que se mostram bonitas por estes dias, as pessoas que se vestem [e despem] com as sensações da estação. E há sempre de tudo neste telemóvel. Sempre até a câmara se recusar a captar o verão palpável. O mesmo verão que [nem a melhor fotografia] consegue captar com todas as dimensões. Mas as memórias [a minha e a do meu telemóvel] completam-se. Uma [nunca cheia e sempre com espaço para mais] só quer da outra [aquela que se mede aos gigas] o desenho das histórias mais bonitas que podemos contar a nós próprios. As nossas histórias, com as nossas pessoas, os nossos lugares, as nossas cores. As histórias em banda desenhada que nos chegam ao coração.

 

De memória cheia, mas sempre com espaço para mais,

 

Carol

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[vou partilhando algumas destas memórias que me enchem o telemóvel no instagram e no facebook]

Caminhos que mudam de cor

De malas feitas e bagageira cheia [um clássico] vínhamos preparados para aquele que é o momento [tão esperado no resto do ano] em que escrevemos juntos, durante longos dias, a palavra “férias”. Letra a letra, sem pressa, para que possamos gozar cada traço e acentuar o verdadeiro significado da palavra. Férias em família, o que há melhor do que isso? E vínhamos bem, para bem longe daquilo de que estamos sempre tão perto. Quando, em plena auto estrada, nos vimos rodeados por um imenso manto negro. As árvores que estavam ali e nos viram passar há um ano, já não existem. Eram tantas, enormes e tão verdes. Preenchiam o percurso que sempre fazemos e que [muitas vezes] já nem fazíamos questão de apreciar [damos sempre tudo como garantido, não é?]. Este ano não conseguimos deixar de ficar impressionados. São quilómetros e quilómetros pintados a preto. É realmente impressionante. As chamas destruíram tudo e ainda que tenhamos seguido viagem, o murro no estômago foi inevitável. Seguimos com a bagageira cheia, mas passámos por tantas outras malas que certamente ficaram por fazer. Por tantos lugares onde, este ano, tantas famílias vão acentuar de forma diferente a palavra “férias”.

 

Uma das coisas que mais me impressionou nos últimos dias...

 

Carol

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[o blog também está no facebook, não se esqueçam de passar por lá]

Às páginas tantas [#2]

Como estão as leituras desse lado do ecrã? Hoje trago três sugestões que vos vão fazer virar as páginas ao mesmo ritmo com que as ondas molham os pés descalços e pouco aventureiros à beira mar. Nada melhor do que uma trilogia para vos acompanhar neste verão. O Hotel das Recordações, Último Amor e Uma Nova Promessa de Nora Roberts dão-nos a conhecer a história de três amigas [um livro para cada uma] que [nos entretantos da vida] se reencontram e se apaixonam pelos três irmãos Montgomery. Recheado de amor, mistério e outras coisas doces, esta trilogia entrou diretamente para uma das minhas coleções preferidas de livros. Foram o primeiro contacto que tive com a escrita de Nora Roberts e confesso que gostei imenso, surgiu como uma lufada de ar fresco. O primeiro livro [que li muito antes de saírem os outros dois] surtiu um maior impacto em mim. A arrebatadora história da doce Clare [a protagonista de Hotel das Recordações] não me deixou indiferente, contudo não me arrisco a afirmar que foi a minha preferida pois as histórias de Avery e Hope também foram igualmente surpreendentes. São três livros que ficam por perto. As capas são lindas e as histórias superam-nas. Parece que fica aquele perfume bom no ar. Para quem gosta de boas histórias de amor e de vida, esta trilogia é perfeita!

 

Fãs de Nora Roberts por aí? Acusem-se, quero ler mais. Alguém tem sugestões? Sobre esta trilogia só revelo mais uma coisa, às páginas tantas aparece um fantasma...

 

Carol

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[aceito sugestões de novas pelo facebook e instagram]

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